Representação em texto

Corte de gastos: Lula sanciona regras mais rígidas para conceder BPC, mas veta trecho que excluía deficiências leves

IDTEJ_0823
LínguaPortuguês brasileiro
FonteG1
Linkhttps://g1.globo.com/politica/noticia/2024/12/28/corte-de-gastos-lula-sanciona-regras-mais-rigidas-para-conceder-bpc-mas-veta-trecho-que-excluia-deficiencias-leves.ghtml
TítuloCorte de gastos: Lula sanciona regras mais rígidas para conceder BPC, mas veta trecho que excluía deficiências leves
SubtítuloVeto já tinha sido anunciado por governistas durante a tramitação, após queixas de parlamentares e movimentos sociais. Novas regras exigem recadastro a cada 2 anos e biometria.
Ano2024
CorpusTEJ
DomínioJornalístico
TemaPolítica
PropósitoNoticiar

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O presidente Luiz Inácio Lula de a Silva sancionou o projeto aprovado por o Congresso que torna mais rígidas as regras de acesso a o Benefício de Prestação Continuada ( BPC ) um de os principais programas sociais de o governo federal .

Lula vetou um trecho que tinha sido proposto por o próprio governo , mas gerou polêmica durante a tramitação : o que excluía as " deficiências leves " de a lista de pessoas elegíveis a receber o BPC .

O BPC é um direito de a pessoa com deficiência e de o idoso com 65 anos ou mais de receber um salário mínimo por mês se não tiver condição de se sustentar ou ser sustentado por a sua família .

" A proposição legislativa contraria o interesse público , uma vez que poderia trazer insegurança jurídica em relação a a concessão de benefícios " , afirmou Lula a o justificar o veto em mensagem a o Congresso .

O veto de o governo tinha , inclusive , sido anunciado por líderes de o governo em o parlamento , como o senador Jaques Wagner ( PT-BA ) e o deputado José Guimarães ( PT-CE ) .

Ou seja : os parlamentares aprovaram essa versão para evitar que a tramitação ficasse mais longa , mas com um compromisso de que Lula vetaria o trecho polêmico .

Com base em o projeto de lei original , o Ministério de a Fazenda esperava poupar R$ 2 bilhões por ano em recursos públicos com o novo formato de o BPC ou seja , R$ 12 bilhões entre 2025 e 2030 .

O governo não divulgou uma estimativa atualizada de essa economia , após as mudanças em o texto .

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Os trechos vetados por Lula voltam para análise de o Congresso que , se quiser , pode derrubar a decisão de o presidente e retomar o artigo vetado . Como houve acordo por o veto , isso não deve acontecer .

O acordo prevê , ainda , que o governo envie um novo projeto a o Congresso em 2025 para regulamentar o acesso de as pessoas com deficiência a o benefício .

Entenda abaixo o que prevê o texto , e como ficou a regra para pessoas com deficiência .

O que diz a nova lei

A proposta enviada originalmente por o governo a o Congresso , dentro de o pacote fiscal anunciado por o ministro de a Fazenda , Fernando Haddad , previa uma série de mudanças para endurecer o acesso a o BPC . A versão final de a lei , em o entanto , flexibilizou algumas de essas mudanças .

Pessoas com deficiência

Por a regra que valia até aqui , tinham direito a o Benefício de Prestação Continuada ( BPC ) todos os idosos ou pessoas com deficiência com renda familiar mensal inferior a 1/4 de o salário mínimo .

O projeto original de o governo queria restringir essa regra para as pessoas com deficiência . A ideia era submeter esses " candidatos " a o benefício a uma avaliação e conceder o BPC em casos de deficiência moderada ou grave , que incapacitem a pessoa para a vida independente e para o trabalho .

O texto definitivo , que foi sancionado :

mantém a regra de que a concessão de o benefício a as pessoas com deficiência " fica sujeita a avaliação , em os termos de regulamento " ; mas não exige que a deficiência seja declarada " moderada ou grave " esse trecho foi vetado .

Governo e Congresso devem debater , em 2025 , qual será esse " regulamento " citado em a lei para a avaliação de as pessoas com deficiência , e quais critérios serão usados para conceder ou negar o BPC a esse grupo .

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Outras regras

A nova lei altera também outras regras de o BPC que valem para pessoas com deficiência e para idosos contemplados com o benefício .

A renda de o cônjuge e de o companheiro que não mora em o mesmo imóvel não vão contar para o cálculo de a renda familiar . O governo tentou incluir esses valores em o cálculo , o que reduziria o número de pessoas aptas a receber o benefício , mas o trecho foi alterado por o Congresso .

O texto , apesar de isso , diz que é preciso considerar todos os rendimentos brutos mensais de os membros de a família que vivem em a mesma casa , independentemente de o parentesco ou de a relação entre os membros . Hoje , isso não é previsto .

A nova lei faz uma ressalva : o BPC recebido por uma pessoa de a família não entra em o cálculo . Ou seja , pode haver dois BPCs pagos em a mesma residência se houver dois idosos , ou mais alguém com deficiência , por exemplo .

A lei diz que os cadastros devem ser atualizados , em o máximo , a cada 24 meses . E que a biometria é obrigatória , exceto quando o próprio poder público não conseguir implementar a tecnologia em aquela localidade .


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