Representação em texto

Bolsonaro sanciona com vetos novas regras para recuperação judicial e falência de empresas

IDTEJ_0609
LínguaPortuguês brasileiro
FonteG1
Linkhttps://g1.globo.com/politica/noticia/2020/12/24/bolsonaro-sanciona-com-vetos-novas-regras-para-recuperacao-judicial-e-falencia-de-empresas.ghtml
TítuloBolsonaro sanciona com vetos novas regras para recuperação judicial e falência de empresas
SubtítuloProposta cria regras mais vantajosas para empresas financiarem dívidas federais e prevê 'mediação e conciliação' entre a empresa devedora e eventuais prejudicados.
Ano2020
CorpusTEJ
DomínioJornalístico
TemaPolítica
PropósitoNoticiar

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O presidente Jair Bolsonaro sancionou em esta quinta-feira ( 24 ) uma lei que altera regras para a recuperação judicial e a falências de empresas .

Segundo o governo , o projeto moderniza a legislação que trata de a recuperação judicial , extrajudicial e a falência empresarial , introduzindo pontos importantes para as empresas . A lei foi publicada em edição extra de o " Diário Oficial de a União " em esta quinta .

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DBolsonaro vetou o trecho de a lei que permitiria a suspensão de a execução trabalhista . Segundo a Secretaria-Geral , o governo entende que essa mudança poderia prejudicar o interesse de os trabalhadores e gerar problemas em o âmbito de a Justiça de o Trabalho , além de gerar insegurança jurídica para os credores .

O presidente também vetou trechos relativos a a parte tributária e de cobrança de o texto . O governo argumenta que embora meritórios , os dispositivos deixaram de observar as regras orçamentárias ou previsões específicas de o Código Tributário Nacional .

As mudanças

O projeto aprovado em o Senado autoriza o devedor , desde que esteja em processo de recuperação judicial , a contratar um financiamento utilizando bens pessoais seus ou de outras pessoas como garantia . A permissão para o empréstimo precisará ser dada por um juiz .

Os bancos deixam de emprestar dinheiro para empresas em essa situação devido a o alto risco de não receberem . Segundo o projeto , se a falência for decretada antes de a liberação de o valor total de o financiamento , o contrato será automaticamente rescindido .

A recuperação judicial serve para evitar que uma empresa em dificuldade financeira feche as portas . É um processo por o qual a companhia endividada consegue um prazo para continuar funcionando enquanto negocia com seus credores , sob mediação de a Justiça . As dívidas ficam congeladas por 180 dias e a operação é mantida .

A legislação atual também suspende , por o mesmo período , as ações em a Justiça contra a empresa , incluídos prazos de prescrição de os processos e eventuais execuções judiciais . A proposta acrescenta a proibição de retenção ou apreensão de bens de o devedor .

O projeto permite prorrogar esse prazo de 180 dias uma única vez , em caráter excepcional . De acordo com o divulgado por o governo , a prorrogação de a suspensão de a execução judicial foi vetada .

A proposta aprovada em o Senado também traz regras mais vantajosas para as empresas em a hora de pagar dívidas federais , que podem ser tributárias ou não . O governo não detalhou , dentre essas regras , quais foram vetadas por Bolsonaro .

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Governo comemorou aprovação

Em entrevista quando o texto foi aprovado em a Câmara em agosto , o secretário de Fazenda de o Ministério de a Economia , Waldery Rodrigues , afirmou que o texto pode e stimular a recuperação de o crédito inadimplente e permitir que empresas , que entrariam em recuperação judicial ou falência , deixem de seguir por esse caminho .

" Estamos falando de um universo significativo de empresas , alguns milhares . É imprescindível para manutenção de o emprego e de a renda " , declarou .

Conciliação judicial

Por o texto , antes de autorizado o pedido de recuperação judicial , a empresa poderá solicitar a suspensão de as execuções judiciais contra ela por 60 dias . Em esse período , a companhia devedora tentará , por meio de a mediação e de a conciliação , um acordo com as partes prejudicadas , que podem ser , por exemplo , trabalhadores que não receberam seus salários .

Hoje , a lei diz que qualquer credor tem o direito de se opor a o plano de recuperação judicial proposto por a empresa . Diante de isso , o juiz convoca uma assembleia com as pessoas que sofreram calote de a empresa para debaterem o texto de o plano . Se não chegarem a um consenso com a empresa devedora , o negócio terá a falência decretada por o juiz .

A proposta cria uma novidade e permite que o credor apresente também um plano alternativo de recuperação judicial .

" O projeto cria mecanismo de salvaguarda se o plano de o devedor for rejeitado por os credores , a fim de evitar a falência de o devedor em esse caso . O projeto autoriza os credores a apresentarem e a aprovarem plano próprio , mesmo contra a vontade de o devedor " , explica o relator , senador Rodrigo Pacheco ( DEM-MG ) .

O texto também :

prevê que o produtor rural , pessoa física , entre com pedido de recuperação judicial . proíbe que a empresa distribua lucros ou dividendos a sócios acionistas durante os processos de recuperação judicial ou de falência . torna a conversão de dívida em capital social um meio de recuperação judicial .


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