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Candidatos reclamam que Enem digital foi 'mais fácil': entenda por que não há risco de alguém ser beneficiado

IDTEJ_0265
LínguaPortuguês brasileiro
FonteG1
Linkhttps://g1.globo.com/educacao/enem/2020/noticia/2021/02/02/candidatos-reclamam-que-enem-digital-foi-mais-facil-entenda-por-que-nao-ha-risco-de-alguem-ser-beneficiado.ghtml
TítuloCandidatos reclamam que Enem digital foi 'mais fácil': entenda por que não há risco de alguém ser beneficiado
SubtítuloMétodos de correção e de formulação da prova garantem que as notas sejam sempre comparáveis. Queixas já ocorreram em outros anos.
Ano2021
CorpusTEJ
DomínioJornalístico
TemaEducação
PropósitoNoticiar

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Em as redes sociais , candidatos que fizeram a versão impressa de o Exame Nacional de o Ensino Médio ( Enem ) 2020 afirmam que a edição digital de a prova , aplicada em este domingo ( 31 ) , estava mais fácil . Em posts , eles dizem que é uma " injustiça " que todos concorram por as mesmas vagas em as universidades , depois de avaliações supostamente tão diferentes .

A o G1 , especialistas explicam que os métodos de correção e de formulação de o Enem garantem que todas as provas tenham o mesmo nível de dificuldade . A impressão de que alguém foi beneficiado por questões mais simples é ilusória .

" Os exames são compostos por perguntas de o banco nacional de itens . Elas foram pré-testadas e calibradas " , afirma Fernando Santo , gerente de Inteligência Educacional e Avaliações de o Poliedro .

Ou seja : o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira ( Inep ) , que formula o Enem , tem um " acervo " com questões consideradas fáceis , médias ou difíceis .

" Em a hora de montar , é distribuir as perguntas com base em os graus de dificuldade de cada uma . Os assuntos podem ser diferentes , mas o número de questões consideradas simples vai ser aproximadamente o mesmo em todas as versões de o Enem " , diz Santo .

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Sempre a mesma escala

Outro argumento que mostra que ninguém vai ser favorecido é o uso de a mesma escala de comparação desde 2009 . Para considerar o que é fácil e o que é difícil , o Inep toma como base o índice de acertos em os pré-testes . Em uma amostra que represente os candidatos de o Enem , alunos de diferentes perfis resolvem , muito tempo antes , aquelas perguntas .

Se vários acertam , ela é considerada fácil e recebe uma pontuação mais baixa .

LEIA MAIS : Enem digital de a história tem falhas técnicas em o sistema e abstenção alta : 68 % Em a hora de formular o Enem , o valor de cada questão é colocado em uma " régua " : o meio de ela é o "500 " .

Se uma questão for ancorada em o patamar "800 " , por exemplo , significa que provavelmente oferecerá mais dificuldade para a maioria de os candidatos .

De essa forma , é possível montar uma avaliação com um nível equilibrado de dificuldade , com perguntas distribuídas por as diferentes posições de a tal " régua " ( veja abaixo a ilustração presente em o guia de o participante de o Inep ) .

Acertar mais questões não significa ter nota melhor Outro mecanismo que garante a comparação entre diferentes edições de o Enem é o método de correção de a prova chamado Teoria de Resposta a o Item ( TRI ) .

Ele é programado para dar uma nota menor a quem chutar as respostas . Mas como ? Imagine um atleta competindo em uma prova de salto em altura . Se ele foi capaz de saltar 3 metros , deve ter conseguido também pular o obstáculo de 2 metros , certo ?

A TRI busca detectar essa coerência em o desempenho de os alunos em o Enem .

Se um candidato acertou uma questão muito difícil , deve ter resolvido com tranquilidade a de nível fácil . Por outro lado , se ele acertou as 15 questões mais complexas de matemática , mas errou justamente as 15 mais fáceis

provavelmente foi em a sorte . O sistema de correção detecta o acerto a o acaso - ou seja , o chute - e atribui uma pontuação menor a o candidato .

" É importante lembrar que a nota de o aluno depende de ele mesmo .

O desempenho de os outros candidatos não interfere em o resultado " , explica Cláudia Rangel , professora de matemática de a Oficina de o Estudante ( SP ) .

Questão emocional É natural , segundo os especialistas , que os alunos tenham a impressão de que a prova de eles foi mais difícil .

" Eles não estão levando em conta a hora de o exame , em que estavam mais pressionados .

Ver as questões depois faz tudo parecer mais simples " , diz Rangel .

" Eles também se lembram de aquelas perguntas mais difíceis em a própria prova e esquecem as que responderam com mais facilidade . "

Não é a primeira vez

Todo ano , por o menos duas edições de o Enem : a tradicional ( voltada para a maioria ) e a reaplicação ( para privados de liberdade ou pessoas que sofreram com problemas logísticos em o dia de a prova , por exemplo ) . Em este ano , serão três , por causa de a versão digital . Hydnea Ponciano , gerente de avaliação de a Somos Educação , lembra que os mesmos questionamentos sobre o grau de dificuldade ocorreram em outros anos .

" Em 2017 , houve aquele movimento de ocupação de as escolas [ em que secundaristas protestaram contra o teto de gastos e a reforma de o ensino médio ] .

Parte de os candidatos fez outra edição de o Enem " , diz .

" Vários tribunais regionais entraram em a Justiça para cancelar a reaplicação de a prova , porque ela teria sido mais fácil. "

" O Inep , em a época , conseguiu comprovar por a TRI que os níveis de dificuldades eram os mesmos .


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