Representação em texto
Redação ENEM — 2024
| ID | TEK_1722 |
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| Título documental | Redação ENEM — 2024 |
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| Autor(a) | Eduarda Ferreira Almeida do Nascimento |
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| Ano do ENEM | 2024 |
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| Tema oficial | Desafios para a valorização da herança africana no Brasil |
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| Nota | 1000 |
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| Língua | pt-BR |
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| Domínio | Escolar |
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| Propósito comunicativo | Argumentar |
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| Corpus | TEK |
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| Publicador da fonte consultada | Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira |
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| URL da fonte | https://www.gov.br/inep/pt-br/centrais-de-conteudo/noticias/enem/enem-2025-cartilha-da-redacao-esta-disponivel |
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A população brasileira atual derivou-se de um contínuo processo de misigenação causado pela imigração de indivíduos das mais variadas etnias, apesar disso, os que mais influenciaram na cultura brasileira foram os portugueses e os africanos. Contudo, ainda que detenham uma grande importância para a formação do Brasil, muitas das heranças de matriz africana são desvalorizadas por causa de preconceitos realizados pelos habitantes do território nacional. Sob esse viés, torna-se nítida a invisibilidade social e o desinteresse educacional como principais fatores de permanência dessa realidade.
Sob essa perspectiva, a situação de invisibilidade social da cultura de origem africana colabora para sua desvalorização. Segundo a filósofa contemporânea Djamila Ribeiro, para que se mude algo, antes é necessário tirá-lo da invisibilidade. Além de filósofa, autora do livro “Pequeno manual antirracista”, Djamila aborda em sua obra a realidade preconceituosa do Brasil, desde termos presentes no dialeto brasileiro com origens racistas até a discriminação sofrida por pessoas descendentes de africanos na prática de suas crenças, e como este fato afeta diretamente na valorização dessa herança. Nesse contexto, para que a cultura deixada pelos ancestrais trazidos da África seja melhor aceita na sociedade atualmente presente no território brasileiro, necessita-se de uma mudança na percepção dos demais integrantes sociais a respeito das heranças deixadas por seus antepassados.
Ademais, a invisibilidade social, o desinteresse educacional por temas relacionados a legados africanos também colabora para a desvalorização desta. Nessa ótica, para a ocorrência da preservação de uma crença ou tradição, é indispensável que os indivíduos encarregados de transmiti-las possuam uma concepção ou então, algum tipo de respeito e consideração por esta. No entanto, devido ao passado de escravidão do povo africano no Brasil e a sua abolição ainda recente, assinada pela princesa Isabel no final do século XIX, muitas de suas heranças são vistas de maneira negativa até os dias atuais. Por isso, cabem às instituições de ensino abordarem de maneira gradual porém progressiva, elementos vindos da população africana trazida e nascida no território nacional para aumentar o senso de pertencimento dos jovens afro-brasileiros.
Portanto, tendo em vista a invisibilidade social e o desinteresse educacional das heranças africanas como os principais fatores para a desvalorização destas, evidencia-se a carência de transformações. Nesse sentido, o governo, mais especificamente o Ministério da Educação, e as escolas de todo o país agirão em conjunto na criação e execução do projeto “Meu passado, minha identidade”, onde serão realizadas postagens nas redes sociais além de palestras abordando a influência dos africanos na cultura brasileira, mostrando o desde as heranças linguísticas e culinárias até aos utensílios e crenças que foram deixados por esse povo para suas gerações futuras, mantendo a herança viva e ajudando com os que possuem preconceitos contra esse legado histórico a se reconhecerem como pertencentes à grande mistura de cultura do território brasileiro.
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