Representação em frases
Redação ENEM — 2016
| ID | TEK_6235 |
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| Título documental | Redação ENEM — 2016 |
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| Autor(a) | Igor Mota Farinazzo Giovannetti |
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| Ano do ENEM | 2016 |
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| Tema oficial | Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil |
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| Nota | 1000 |
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| Língua | pt-BR |
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| Domínio | Escolar |
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| Propósito comunicativo | Argumentar |
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| Corpus | TEK |
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| Publicador da fonte consultada | G1 |
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| URL da fonte | https://g1.globo.com/educacao/enem/2024/noticia/2024/10/26/redacao-do-enem-leia-100-textos-que-tiraram-nota-mil.ghtml |
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"A Constituição nacional prevê a liberdade de credo e de expressão religiosa, sendo crimes de intolerância considerados graves e de pena imprescritível.
No entanto, é comum ouvir piadas sobre ""macumbeiros"" e, em alguns casos, violência física contra praticantes do candomblé.
O combate dessas atitudes pressupõe uma análise histórica e educacional.
Por razões diacrônicas, certas religiões são estigmatizadas como ""inferiores"".
No Período Colonial brasileiro, era nítida a preocupação dos jesuítas e da Coroa Portuguesa em ""cristianizar"" os indígenas e, posteriormente, os negros africanos.
Em ""Casa Grande e Senzala"", o sociólogo Gilberto Freyre defende que a cultura foi formada nestes três pilares: nativo, colonizador e escravo.
De fato, a resistência dos índios e dos negros rendeu uma herança imaterial híbrida, contudo, a tradição etnocentrista permanece.
A sociedade, muitas vezes, repete visões preconceituosas, pois ainda não houve um efetivo pensamento crítico, uma conscientização que contrariasse o senso comum.
O ensino formal também corrobora a problemática.
As escolas, por serem o espaço de formação cidadã do indivíduo, deveriam estar abertas para amplas discussões e para promoção de valores coletivos.
Não é o que se vê, por exemplo, no privilégio da religião cristã – ensaios teatrais natalinos, homenagem a santos e a anjos – em detrimento das restantes.
A grade curricular também não explora de forma profunda as matrizes culturais afrobrasileiras (as mais discriminadas), como a umbanda (uma fusão do cristianismo, do espiritismo e dos orixás negros).
Tendo em vista a desconstrução da herança etnocentrista, cabe à sociedade civil (desde estudiosos ativistas a familiares) incentivar o pluralismo e a tolerância religiosa, através de palestras e de núcleos culturais gratuitos em praças públicas.
Por outro lado, são necessárias ações do Estado na defesa de festivais escolares afrobrasileiros e na reforma da grade curricular de História e de Sociologia, por meio da formação de comissões especiais na Câmara dos Deputados, com participação de especialistas na área de Educação, objetivando a uma educação mais aberta e democrática.
Assim, será possível formar cidadãos que entendam, que respeitem e que se orgulhem de sua cultura."
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