Representação em frases
Redação ENEM — 2024
| ID | TEK_5226 |
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| Título documental | Redação ENEM — 2024 |
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| Autor(a) | Pedro Ricardo Alves Freitas |
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| Ano do ENEM | 2024 |
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| Tema oficial | Desafios para a valorização da herança africana no Brasil |
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| Nota | 1000 |
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| Língua | pt-BR |
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| Domínio | Escolar |
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| Propósito comunicativo | Argumentar |
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| Corpus | TEK |
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| Publicador da fonte consultada | Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira |
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| URL da fonte | https://www.gov.br/inep/pt-br/centrais-de-conteudo/noticias/enem/enem-2025-cartilha-da-redacao-esta-disponivel |
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O Brasil, ao longo de sua história, tornou-se um país bastante miscigenado, sendo o povo africano um dos principais agentes na herança da identidade brasileira.
Entretanto, com o passar dos anos, surgiram tentativas de desvalorizar essa descendência, como o surgimento do movimento Eugenista, que buscava embranquecer a população, pois acreditava-se que assim ela se tornaria mais pura e melhor.
Dessa forma, infelizmente, fomentou-se uma visão negativa da herança negra, trazendo, para os dias de hoje, desafios para a valorização das origens africanas, tais como: a precária representatividade nas escolas e a falta de incentivos à cultura afrodescendente.
Nesse sentido, a representatividade escassa nas escolas acaba perpetuando estereótipos em relação à cultura africana, pois ela é pouco ensinada nos anos escolares e quando é abordada em sala de aula costuma ser apenas sobre o passado escravista, tratando os longos anos de sofrimento dos afrodescendentes, ou de um jeito estereotipado, resumindo a herança negra a poucos elementos como a capoeira, sem abordar sua diversidade.
Assim, a educação cumpre um papel essencial na luta pela valorização da herança africana, pois desde cedo é preciso ensinar sobre a pluralidade da cultura negra às crianças e aos jovens; disseminando de forma adequada as origens africanas e transformando a sociedade, como afirmou Paulo Freire quando disse que, sem a educação, será impossível evoluirmos como sociedade.
Ademais, a falta de incentivos culturais aos afrodescendentes é um grande desafio, pois é muito difícil valorizar algo que não conhecemos.
Dessa forma, é preciso destacar a ocorrência de casos como o que Djamila Ribeiro conta em seu livro, “Pequeno manual antirracista”, em que a autora relata ter consumido pouquíssimo conteúdo feito por pessoas negras em sua infância e, na maioria das vezes, observando apenas protagonistas brancos em livros.
Nesse sentido, sem incentivos para artistas negros ocuparem espaços culturais, como livros ou filmes, apenas os brancos estarão sendo representados, privando as pessoas de contemplarem e valorizarem a cultura africana.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável por gerir os processos educacionais no Brasil, intensificar a representatividade negra nas escolas, por meio de uma reforma na base educacional, para trazer às aulas e aos livros didáticos a diversidade cultural negra para além da escravidão.
Além disso, faz-se necessário que o Ministério da Cultura, órgão brasileiro responsável por gerir os meios culturais do país, destinar incentivos a artistas negros, a fim de fomentar a produção de conteúdo afrodescendente e disseminá-lo à população, por intermédio dos teatros, do cinema, da televisão e dos livros, suprimindo visões estereotipadas da sociedade.
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