Representação em frases
Redação ENEM — 2016
| ID | TEK_4181 |
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| Título documental | Redação ENEM — 2016 |
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| Autor(a) | João Vitor Vasconcelos Ponte |
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| Ano do ENEM | 2016 |
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| Tema oficial | Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil |
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| Nota | 1000 |
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| Língua | pt-BR |
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| Domínio | Escolar |
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| Propósito comunicativo | Argumentar |
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| Corpus | TEK |
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| Publicador da fonte consultada | G1 |
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| URL da fonte | https://g1.globo.com/educacao/enem/2024/noticia/2024/10/26/redacao-do-enem-leia-100-textos-que-tiraram-nota-mil.ghtml |
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"O Brasil foi formado pela união de diversas bases étnicas e culturais e, consequentemente, estão presentes em também várias religiões.
Entretanto, nem essa diversidade nem a liberdade religiosa garantida pela Constituição Cidadã faz com que o país seja respeitoso com as diferentes crenças.
Fazendo uma analogia com a filosofia kantiana, a intolerância existente pode ser vista como o resultado de fatores inatos ao indivíduo com o que foi incorporado a partir das experiências vividas.
Em primeiro lugar, é notória a dificuldade que há no homem em aceitar o diferente, principalmente ao se tratar de algo tão pessoal como a religião.
Prova disso é a presença da não aceitação das crenças alheias em diferentes regiões e momentos históricos, como no Império Romano antigo, com as perseguições aos cristãos, na Europa medieval, com as Cruzadas e no atual Oriente Médio, com os conflitos envolvendo o Estado Islâmico.
Também pode-se comprovar a existência da intolerância religiosa pela frase popular “religião não se discute”, que propõe ignorar a temática para evitar os conflitos evidentes ao se tratar do assunto.
Desse modo, nota-se que a intolerância não se restringe a um grupo específico e é, de certa forma, natural ao ser humano, o que, porém, não significa que não pode e deve ser combatida.
Além da intolerância inata ao homem, há fatores externos que intensificam o problema.
No cenário brasileiro, o processo colonizador e seus legados, que perduram até hoje, são os principais agravantes desse preconceito.
Desde a chegada dos europeus no país, as religiões diferentes da oficial são discriminadas.
Logo no início da colonização, o processo de catequização dos nativos foi incentivado, o que demonstra o desrespeito com as religiões indígenas, e, décadas depois, com o início do tráfico negreiro, houve também perseguição às religiões afro-brasileiras e a construção de uma imagem negativa acerca delas.
Toda essa mentalidade perpetuou-se no ideário coletivo brasileiro e, apesar das ameaças legais, faz com que essas religiões sejam as mais afetadas pela intolerância atualmente.
É necessário, pois, que se reverta a mentalidade retrógrada e preconceituosa predominante no Brasil.
Para tal, o Estado deve veicular campanhas de conscientização, na TV e na internet, que informem a população sobre a diversidade religiosa do país e a necessidade de respeitá-las.
Estas campanhas também podem, para facilitar a detecção e o combate ao problema, divulgar contatos para denúncia de casos de intolerância religiosa.
Concomitantemente, é fundamental o papel da escola de pregar a tolerância já que, segundo Immanuel Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele”.
Portanto, a escola deve promover palestras sobre as diferenças crenças do país, ministradas por especialistas nas áreas ou por membros dessas religiões, a fim de quebrar estereótipos, preconceitos e tornar os jovens mais tolerantes.
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