Representação em texto

Vacinas protegem também quem já teve Covid-19, mostra estudo da Fiocruz

IDTEJ_1146
LínguaPortuguês brasileiro
FonteG1
Linkhttps://g1.globo.com/saude/noticia/2021/12/30/vacinas-protegem-tambem-quem-ja-teve-covid-19-mostra-estudo-da-fiocruz.ghtml
TítuloVacinas protegem também quem já teve Covid-19, mostra estudo da Fiocruz
SubtítuloEfetividade contra hospitalização e morte em caso de reinfecção fica entre 59% e 90%, dependendo do imunizante. Ciclo vacinal completo também previne casos sintomáticos em quem já teve a doença, aponta estudo preliminar.
Ano2021
CorpusTEJ
DomínioJornalístico
TemaSaúde
PropósitoNoticiar

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Um estudo divulgado em esta quarta-feira ( 29 ) por pesquisadores de a Fundação Oswaldo Cruz ( Fiocruz ) mostra que as vacinas contra covid-19 usadas em o Brasil aumentam a proteção contra o coronavírus também em quem teve a doença previamente .

O trabalho foi publicado em formato preprint em o site Medrxiv e ainda precisa ser revisado por outros cientistas . Os pesquisadores avaliaram 22.565 pessoas com mais de 18 anos que tiveram dois testes PCR positivos e 68 mil que tiveram teste positivo e depois negativo , entre fevereiro e novembro de este ano . Tira-dúvidas : o que esperar de a vacinação em o Brasil em 2022

Segundo o artigo , a vacinação com as duas doses de os imunizantes de a AstraZeneca , de a Pfizer-BioNTech e com a Coronavac , ou com a dose única de a Janssen , foi capaz de reduzir a ocorrência de reinfecções sintomáticas e casos graves de a doença em quem havia contraído a covid-19 anteriormente .

Em pessoas que haviam contraído a covid-19 , verificou se a partir de 14 dias após o esquema vacinal completo , uma efetividade contra uma infecção sintomática de 37,5 % para a Coronavac , 53,4 % para AstraZeneca , 35,8 % para Janssen e 63,7 % para a Pfizer-BioNTech .

a efetividade contra hospitalização e morte , também após 14 dias de a aplicação , é 82,2 % com a Coronavac , 90,8 % com a AstraZeneca , 87,7 % com a Pfizer-BioNTech e 59,2 % com a Janssen .

Ganho substancial contra as formas graves

O principal pesquisador responsável por o estudo , Julio Croda , de a Fiocruz Mato Grosso de o Sul , explica que a análise contou com a base nacional de dados sobre notificação , hospitalização e vacinação e reforça a necessidade de completar o esquema vacinal mesmo em quem teve covid-19 .

" A importância de ser vacinado é a mensagem principal , e a necessidade de duas doses para maximizar a proteção " , explica .

Ele ressalta que alguns países chegam a recomendar apenas uma dose para as pessoas que tiveram a doença , justificando que elas contam com um certo nível de anticorpos neutralizantes .

" Mas esse tipo de avaliação de efetividade em a vida real mostra que um ganho adicional com a segunda dose .

É um ganho substancial contra as formas graves " , acrescenta o pesquisador . Vacinação em o Brasil

Em a terça-feira , o Ministério de a Saúde informou que o Brasil ultrapassou a marca de 320 milhões de doses de vacinas aplicadas contra a covid-19 .

Conforme os dados , 143 milhões de brasileiros , o equivalente a quase 68 % de a população , estão com ciclo vacinal completo . Além de isso , 16 milhões receberam a dose de reforço . De acordo com o ministro de a Saúde , Marcelo Queiroga , com a vacinação foi possível reduzir em mais de 90 % o número de óbitos e de casos de covid-19 em o país , em comparação com o pico de a pandemia , em abril de este ano .

Segundo Queiroga , o Brasil tem atualmente o menor número de óbitos por covid-19 desde abril de 2020 .


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