Tulio
:
‘
Rápida
identificação
de
a
ômicron
permitiu
preparar
hospitais
’
O
brasileiro
chefe
de
a
equipe
que
descobriu
a
variante
ômicron
,
Tulio
de
Oliveira
,
disse
em
entrevista
a
a
GNews
que
as
punições
a
países
quando
novas
variantes
são
identificadas
,
como
o
fechamento
de
fronteiras
,
podem
desestimular
cientistas
.
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Oliveira
foi
escolhido
como
um
de
os
10
cientistas
mais
influentes
de
2021
por
a
revista
Nature
.
A
seleção
anual
tem
por
objetivo
destacar
os
indivíduos
que
mais
contribuíram
com
a
ciência
.
Diretor
de
o
Centro
para
Respostas
e
Inovação
em
Epidemias
(
CERI
)
em
a
África
de
o
Sul
,
ele
ganhou
destaque
a
o
chefiar
uma
de
as
equipes
envolvidas
em
a
descoberta
de
a
nova
variante
de
o
coronavírus
em
o
país
e
por
compartilhar
os
dados
com
a
Organização
Mundial
de
a
Saúde
(
OMS
)
em
24
de
novembro
.
Para
o
pesquisador
,
um
de
os
motivos
de
ter
se
destacado
foi
por
a
forma
com
que
a
descoberta
foi
comunicada
a
os
políticos
de
o
país
e
por
a
rápida
resposta
.
Oliveira
comenta
que
o
suporte
de
o
presidente
de
a
África
de
o
Sul
,
Cyril
Ramaphosa
,
foi
fundamental
após
a
ômicron
ser
identificada
.
A
partir
de
esse
contato
,
ele
pode
falar
diretamente
com
o
ministro
de
a
Saúde
de
o
país
,
Joe
Phaahla
,
e
em
a
televisão
.
"
Eu
acho
importante
agir
rápido
e
a
transparência
cientifica
"
,
disse
.
"
Porque
isso
deixa
preparar
os
hospitais
e
o
mundo
.
A
gente
tem
a
variante
super
transmissível
,
a
ômicron
,
mas
os
hospitais
foram
preparados
.
A
gente
não
está
tendo
os
hospitais
completamente
cheios
,
o
oxigênio
foi
preparado
,
então
a
mortalidade
está
baixa
"
,
explica
.
Por
outro
lado
,
há
a
reação
de
os
países
em
relação
a
identificação
de
a
nova
variante
.
Segundo
o
cientista
,
fechar
fronteiras
,
em
a
verdade
,
não
funciona
e
,
além
de
isso
,
a
repercussão
negativa
gera
danos
econômicos
e
psicológicos
para
a
população
de
o
Estado
em
que
a
cepa
foi
identificada
.
"
Imagina
agora
qual
outro
país
de
o
mundo
gostaria
de
identificar
uma
variante
rapidamente
e
qual
o
outro
cientista
que
gostaria
de
ter
essa
repercussão
?
Então
é
uma
situação
que
se
identifica
um
patógeno
com
problema
global
,
países
e
cientistas
vão
ficar
quietos
para
não
sofrerem
repercussão
.
Isso
vai
afetar
a
saúde
mundial
inteira
"
,
afirmou
.
De
acordo
com
Oliveira
,
existe
hoje
em
o
G7
,
grupo
composto
por
Alemanha
,
Canadá
,
Estados
Unidos
,
França
,
Itália
,
Japão
e
Reino
Unido
,
discussões
sobre
dar
suporte
financeiro
a
as
novas
descobertas
em
o
lugar
de
a
"
punição
"
.
Ômicron
:
por
que
é
importante
descobrir
origem
de
a
variante
Primeira
imagem
de
a
variante
ômicron
revela
mais
que
o
dobro
de
mutações
que
a
delta
Cientistas
capturam
ômicron
em
1ª
imagem
de
microscópio
Ômicron
em
a
África
de
o
Sul
Oliveira
conta
que
,
em
os
último
7
anos
,
sua
equipe
,
composta
por
diversos
brasileiros
,
tem
trabalhado
com
vírus
comuns
em
o
Brasil
,
como
a
dengue
e
a
febre
amarela
,
e
usa
as
técnicas
aprendidas
em
o
país
em
a
África
de
o
Sul
em
vírus
como
HIV
e
o
de
a
tuberculose
.
Por
isso
,
durante
a
pandemia
foi
possível
trabalhar
com
o
coronavírus
.
Ele
lembra
que
a
variante
foi
identificada
em
36
horas
,
e
,
após
informar
o
presidente
,
o
ministro
de
a
Saúde
e
ir
a
público
,
em
24
horas
houve
a
reunião
com
a
OMS
,
que
classificou
a
variante
como
preocupante
.
Segundo
Oliveira
,
foi
a
primeira
vez
que
em
horas
houve
a
descoberta
,
validação
e
reação
mundial
.
O
processo
,
normalmente
,
exige
um
prazo
de
meses
até
a
resposta
,
afirma
.
Com
isso
,
foi
possível
manter
uma
baixa
taxa
de
mortalidade
.
Ômicron
:
o
que
se
sabe
sobre
nova
variante
detectada
em
a
África
de
o
Sul
Fuga
de
cérebros
Em
relação
a
o
Brasil
,
o
cientista
lamenta
a
chamada
fuga
de
cérebros
,
quando
pesquisadores
decidem
sair
de
o
país
em
busca
de
mais
oportunidades
.
"
O
Brasil
tinha
avançado
muito
em
a
parte
de
a
ciência
,
3
ou
4
anos
atrás
.
Estava
com
muito
financiamento
,
muito
cientista
brasileiro
sendo
respeitado
"
,
disse
.
"
Infelizmente
,
se
o
Brasil
não
levar
a
sério
a
ciência
,
o
que
acontece
é
a
fuga
de
cérebros
.
Cada
vez
mais
vamos
encontrar
brasileiros
a
o
redor
de
o
mundo
que
são
reconhecidos
como
cientistas
importantes
,
mas
que
não
têm
a
condição
de
fazer
a
ciência
de
ponta
em
o
Brasil
"
,
completou
.