China
registra
duas
primeiras
mortes
por
Covid-19
desde
o
começo
de
dezembro
O
mundo
começa
a
ficar
atento
e
preocupado
diante
de
o
cenário
de
uma
onda
de
Covid-19
em
a
China
.
As
exatas
proporções
de
o
surto
entre
os
cerca
de
1,4
bilhão
de
chineses
são
desconhecidas
,
mas
a
explosão
de
casos
já
causa
superlotação
em
hospitais
e
mortes
.
A
quantidade
de
infectados
aumentou
após
o
fim
de
a
política
Covid
zero
,
conjunto
de
restrições
imposto
por
o
governo
chinês
desde
2020
para
tentar
eliminar
a
transmissão
de
o
vírus
entre
a
numerosa
população
de
o
país
.
O
que
explica
a
explosão
de
casos
?
Segundo
infectologistas
ouvidos
por
o
g1
:
Flexibilização
de
as
restrições
,
o
que
permite
maior
mobilidade
e
mais
pontos
de
aglomeração
;
Baixa
cobertura
vacinal
de
as
doses
de
reforço
e
entre
os
idosos
.
Quais
os
principais
efeitos
que
a
explosão
de
a
Covid
pode
causar
em
o
mundo
?
A
situação
pode
trazer
impacto
sanitário
e
econômico
em
outros
países
,
como
em
o
Brasil
;
A
principal
preocupação
é
sobre
o
risco
de
o
surgimento
de
novas
variantes
mais
transmissíveis
e
que
escapem
de
a
proteção
que
as
atuais
vacinas
dão
para
casos
graves
de
a
doença
;
Risco
de
falta
de
os
mais
diversos
tipos
de
insumos
(
incluindo
material
hospitalar
e
medicamentos
)
produzidos
por
a
China
e
exportados
para
todos
os
continentes
.
Falta
transparência
:
cenário
incerto
em
a
China
De
acordo
com
a
agência
de
notícias
RFI
,
quase
um
terço
de
a
população
de
Pequim
está
com
suspeita
de
ter
o
coronavírus
-
isso
significa
que
22
milhões
de
pessoas
podem
estar
infectadas
.
Além
de
isso
,
há
relatos
de
lotação
em
hospitais
e
sobrecarga
em
necrotérios
e
crematórios
.
"
Estamos
acompanhando
com
muita
,
mas
muita
apreensão
"
,
diz
o
médico
Alexandre
Naime
Barbosa
,
vice-presidente
de
a
Sociedade
Brasileira
de
Infectologia
(
SBI
)
.
"
O
que
está
acontecendo
em
a
China
seria
muito
parecido
com
o
que
aconteceu
em
o
Brasil
em
o
pico
de
a
variante
gama
(
início
de
2021
)
.
Só
que
,
em
a
população
chinesa
,
não
se
conta
a
os
milhões
,
se
conta
a
os
bilhões
"
,
afirma
.
Em
os
dados
disponíveis
de
forma
pública
por
o
governo
chinês
,
o
cenário
é
outro
-
o
motivo
,
segundo
especialistas
,
é
a
falta
de
transparência
.
Em
a
segunda-feira
(
19
)
,
foram
confirmadas
oficialmente
as
duas
primeiras
mortes
por
Covid
desde
o
começo
de
o
dezembro
,
quando
começaram
as
flexibilizações
que
estavam
em
vigor
havia
quase
três
anos
.
De
acordo
com
a
Rede
Análise
Covid-19
,
com
base
em
o
monitoramento
de
o
Our
World
In
Data
:
China
chegou
a
registrar
mais
de
71,3
mil
casos
de
Covid
em
29
de
novembro
;
Dado
mais
recente
disponível
é
de
13
de
dezembro
,
com
7,1
mil
casos
em
o
dia
;
Duas
mortes
após
o
fim
de
a
Covid
zero
foram
registradas
em
3
de
dezembro
;
desde
então
,
não
há
dados
disponíveis
.
Milhões
de
mortes
:
previsões
para
a
China
Cientistas
projetam
que
a
China
tenha
de
1
a
2
milhões
de
mortes
por
Covid
por
conta
de
o
fim
de
as
restrições
e
por
a
falta
de
atendimento
a
a
população
.
Em
maio
,
o
cenário
com
a
possibilidade
de
mais
de
1,5
milhão
de
mortes
foi
divulgado
em
estudo
em
a
revista
científica
"
Nature
Medicine
"
;
pesquisadores
projetaram
um
aumento
de
15
vezes
em
a
demanda
por
atendimento
em
UTI
.
Para
Zhou
Jiatong
,
chefe
de
o
Centro
de
Controle
de
Doenças
de
Guangxi
,
que
fica
a
o
sul
de
a
China
,
a
possibilidade
é
a
de
que
2
milhões
de
pessoas
morram
de
Covid
em
o
país
em
a
nova
onda
.
Já
um
estudo
de
a
Universidade
de
Hong
Kong
prevê
que
a
China
registre
cerca
de
1
milhão
de
mortes
depois
de
o
fim
de
as
restrições
sanitárias
.
Covid-19
pode
matar
um
milhão
de
pessoas
em
a
China
China
vive
situação
caótica
com
fim
de
a
política
de
Covid
Zero
Como
a
China
ficou
'
presa
'
em
sua
política
de
'
covid
zero
'
Como
é
a
política
de
'
covid
zero
'
que
causou
protestos
em
a
China
O
que
explica
a
nova
onda
?
A
flexibilização
de
as
medidas
restritivas
e
a
baixa
cobertura
vacinal
de
dose
de
reforço
e
entre
os
idosos
são
apontadas
como
fatores
principais
para
a
explosão
de
a
Covid
em
a
China
.
A
China
tem
uma
alta
cobertura
vacinal
em
a
primeira
e
em
a
segunda
dose
(
91
%
e
89
%
)
,
mas
apenas
57
%
de
a
população
tomou
doses
de
reforço
-
são
elas
que
garantem
a
proteção
completa
,
principalmente
frente
a
a
variante
ômicron
e
suas
sublinhagens
;
Entre
idosos
,
cerca
de
metade
de
as
pessoas
com
80
anos
ou
mais
receberam
as
primeiras
vacinas
e
menos
de
60
%
de
a
faixa
etária
entre
60
e
69
anos
estão
totalmente
vacinadas
;
Além
de
isso
,
o
governo
chinês
decidiu
não
usar
as
vacinas
bivalentes
,
que
são
mais
eficazes
contra
a
ômicron
e
suas
sublinhagens
,
predominantes
hoje
em
o
mundo
.
Há
risco
de
novas
variantes
?
Infelizmente
,
sim
.
"
Toda
variante
mais
perigosa
acontece
quando
a
transmissão
está
descontrolada
.
Sempre
que
você
tem
uma
taxa
de
transmissão
altíssima
,
o
vírus
encontra
o
ambiente
ideal
para
se
reproduzir
em
alta
escala
"
,
coloca
Barbosa
.
"
Existe
um
risco
de
seleção
natural
,
de
novas
variantes
que
venham
a
surgir
e
com
impacto
em
o
futuro
relacionado
a
novas
ondas
"
,
afirma
também
o
infectologista
Julio
Croda
.