Representação em texto

Contas do governo acumulam rombo de R$ 83,8 bilhões até novembro

IDTEJ_0884
LínguaPortuguês brasileiro
FonteG1
Linkhttps://g1.globo.com/politica/politico/noticia/2025/12/29/contas-do-governo-tem-deficit-de-r-202-bilhoes-em-novembro.ghtml
TítuloContas do governo acumulam rombo de R$ 83,8 bilhões até novembro
SubtítuloSecretário do Tesouro, Rogério Ceron, disse que o resultado de dezembro deve ser um superávit da ordem de R$ 20 bilhões, o que vai reduzir o déficit no ano e permitirá o cumprimento da meta.
Ano2025
CorpusTEJ
DomínioJornalístico
TemaPolítica
PropósitoNoticiar

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Contas de o governo central têm pior setembro desde 2020

As contas de o governo registraram rombo de R$ 83,8 bilhões até novembro , segundo dados divullados por o Tesouro Nacional em esta segunda-feira ( 29 ) .

O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos são maiores que as despesas de o governo . Se as receitas ficam abaixo de as despesas , o resultado é um déficit primário ( rombo ) . Essa contabilidade não engloba os juros de a dívida pública .

em o mês de novemnbro , as contas registraram um déficit de R$ 20,2 bilhões .

Mesmo assim , o governo prevê terminar o ano cumprindo a meta fiscal , com base em os números de dezembro , que ainda serão fechados ( entenda mais abaixo ) .

O rombo acumulado até novembro de 2025 é o pior o período desde 2023 , quando o saldo foi negativo em R$ 122,8 bilhões .

O rombo de novembro de 2025 é o pior para o mês desde 2023 , quando o saldo foi negativo em R$ 41,7 bilhões

O resultado representa uma piora em comparação com novembro de o ano passado , quando foi registrado um saldo negativo de R$ 4,5 bilhões ( corrigido por a inflação ) .

O rombo de novembro de 2025 é o pior para o mês desde 2023 , quando o saldo foi negativo em R$ 41,7 bilhões .

Os números mostram que a receita líquida ( após transferências a os estados e municípios ) caiu 4,8 % em termos reais em novembro , atingindo R$ 166,9 bilhões .

A o mesmo tempo , foi registrado aumento de gastos em o mês passado , em a comparação com o mesmo período de 2024 . As despesas totais somaram R$ 187,1 bilhões em novembro , com uma alta real de 4,0 % .

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Meta fiscal

O resultado até novembro de este ano está distante de a promessa de zerar o déficit em as contas de o governo .

Por as regras de o arcabouço fiscal , o governo pode ter um déficit de até 0,25 % de o PIB sem que o objetivo seja formalmente descumprido , o equivalente a cerca de R$ 31,3 bilhões . Essa é uma banda existente em relação a o objetivo central ( déficit zero ) .

Para fins de cumprimento de a meta fiscal , também poderão ser excluídos outros R$ 44,5 bilhões em precatórios , ou seja , decisões judiciais .

Em a prática , portanto , o governo poderá registrar um resultado negativo de até R$ 75,8 bilhões sem que a meta seja formalmente descumprida .

A autorização para realização de gastos fora de a meta fiscal , por conta de exceções , é uma crítica constante de analistas a o regramento adotado para as contas públicas . A percepção é que isso dificulta o equilíbrio fiscal .

O secretário de o Tesouro , Rogério Ceron , disse que o resultado de dezembro deve ser um superávit de a ordem de R$ 20 bilhões , o que vai reduzir o déficit em o ano e permitirá o cumprimento de a meta .

Caminhamos firme para o cumprimento de a meta fiscal , disse Ceron . A meta permite um rombo de até R$ 31,3 bilhões , após retirar de a conta gastos como precatórios .

Portanto , segundo a estimativa de o secretário , o governo deverá fechar o ano com déficit de aproximadamente R$ 20,6 bilhões –após o desconto de despesas permitido em lei .

Esse resultado de dezembro será puxado por a receita de dividendos de estatais , como BNDES , Petrobras e Caixa .

Parcial de o ano

Em os onze primeiros meses de este ano , houve um aumento real de 2,9 % em a receita líquida , após as transferências constitucionais a estados e municípios , totalizando R$ 2,08 trilhões

A o mesmo tempo , as despesas totais de o governo somaram R$ 2,16 trilhões de janeiro a novembro de este ano , com uma alta real de 3,4 % em o período .


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