Representação em texto

Toffoli marca para dia 30 acareação sobre o Banco Master com ex-BRB, Vorcaro e diretor do BC

IDTEJ_0324
LínguaPortuguês brasileiro
FonteG1
Linkhttps://g1.globo.com/economia/noticia/2025/12/24/tofolli-marca-para-dia-30-acareacao-sobre-o-master-entre-ex-brb-vorcaro-e-diretor-do-bc.ghtml
TítuloToffoli marca para dia 30 acareação sobre o Banco Master com ex-BRB, Vorcaro e diretor do BC
SubtítuloO ministro é o relator no STF do caso do banco Master, que teve a liquidação extrajudicial determinada pelo BC em 18 de novembro.
Ano2025
CorpusTEJ
DomínioJornalístico
TemaEconomia
PropósitoNoticiar

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O ministro de o Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli marcou para a próxima terça-feira , dia 30 de dezembro , uma acareação entre o dono de o Banco Master , Daniel Vorcaro , o ex-presidente de o Banco de Brasília ( BrB ) , Paulo Henrique Costa , e o diretor de Fiscalização de o Banco Central , Ailton de Aquino , informou a assessoria de imprensa de o STF em esta quarta-feira ( 24 ) .

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Toffoli é o relator em o STF de o caso de o banco Master , que teve a liquidação extrajudicial determinada por o BC em 18 de novembro .

Em o mesmo dia , a Polícia Federal deflagrou uma operação por suspeita de fraude bilionária em o banco , que levou a a prisão de Vorcaro e a o afastamento de Costa de o BrB . Vorcaro obteve um habeas corpus de o Tribunal Regional Federal de a Região em 28 de novembro .

A o justificar a liquidação de o Master , o BC citou " graves violações " a as normas e problemas de liquidez de a instituição .

Decisão de o BC e STF

A decisão de o BC , em o entanto , está em o centro de uma controvérsia que envolve inclusive outros órgãos em Brasília . Em a sexta-feira passada , o ministro de o Tribunal de Contas de a União ( TCU ) Jonathan de Jesus pediu esclarecimentos de o BC sobre a fundamentação e motivação de a decretação de a liquidação .

Em a última segunda-feira , a colunista Malu Gaspar , de o jornal O Globo , noticiou que o ministro de o STF Alexandre de Moraes teria procurado o presidente de o BC , Gabriel Galípolo , por o menos quatro vezes para fazer pressão em favor de o Master .

A esposa de o ministro , Viviane Barci de Moraes , tem um contrato de prestação de serviços advocatícios com o Master .

Em a terça-feira , o Banco Central e Moraes informaram , em notas separadas , que as reuniões ocorreram para discutir efeitos de a aplicação de a Lei Magnitsky sobre o magistrado .

Em nova nota divulgada em a noite de terça-feira , Moraes deu mais detalhes sobre as reuniões .

" Em nenhuma de as reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente a aquisição de o BRB por o Banco Master " , disse . De acordo com o BC , o grupo Master representava 0,57 % de o ativo total e 0,55 % de as captações totais de o sistema financeiro nacional .

Com a liquidação decretada , o Fundo Garantidor de Crédito ( FGC ) estimou que pagará R$41 bilhões a os credores de a instituição .

Caso Master Fundado em 1974 como Máxima Corretora de Valores , o Banco Master passou por diversas reorganizações societárias a o longo de quase cinco décadas .

O movimento ganhou novo impulso em 2019 , quando Daniel Vorcaro assumiu o controle de a instituição e implementou uma estratégia de crescimento acelerado .

A partir de 2022 , em o entanto , esse ritmo mais intenso começou a levantar questionamentos em o mercado , e analistas e investidores passaram a identificar sinais de fragilidade em o modelo adotado .

Isso porque a instituição passou a captar dinheiro a custos cada vez mais altos e a direcionar esses recursos para investimentos considerados mais arriscados uma combinação que levantou dúvidas sobre a capacidade de o banco de manter suas finanças equilibradas em o longo prazo . Em termos simples , o banco pagava juros elevados para captar dinheiro e precisava assumir riscos ainda maiores para tentar sustentar esses pagamentos .

Esse tipo de estratégia costuma funcionar apenas em o curto prazo e aumenta o risco de desequilíbrio financeiro .

O sinal de alerta ficou ainda mais evidente com os Certificados de Depósito Bancário ( CDBs ) oferecidos por o Banco Master . O que são os CDBs ? São títulos de renda fixa em os quais o investidor empresta dinheiro a o banco e recebe juros em troca .

Em o caso de o Master , esses papéis passaram a oferecer remunerações de até 140 % de o CDI um nível muito acima de o normalmente praticado por instituições com situação financeira considerada sólida . Para especialistas , ofertas tão elevadas funcionavam como um sinal de alerta .

A leitura é que , sem conseguir captar dinheiro a custos menores em o mercado financeiro tradicional ou junto a grandes bancos , o Master passou a recorrer de forma crescente a o investidor pessoa física para reforçar seu caixa .

E as preocupações não eram infundadas : segundo investigações de a Polícia Federal , parte de o dinheiro captado teria sido usada para tapar déficits operacionais e honrar compromissos antigos um modelo que se sustenta enquanto entrada constante de recursos novos e mais robustos . Paralelamente , o banco passou a buscar uma saída por meio de a venda de participação societária .

A principal investida ocorreu em março de este ano , quando avançaram as negociações para a venda de 58 % de o capital a o Banco de Brasília ( BRB ) , em uma operação estimada em cerca de R$ 2 bilhões .

O acordo , porém , rapidamente entrou em o radar de órgãos de controle : o Ministério Público de o Distrito Federal e o Ministério Público de Contas levantaram questionamentos sobre a falta de transparência de a operação e os potenciais riscos para os acionistas de o banco público . Mas foi antes mesmo de essa tentativa de venda que a Polícia Federal deu início a as investigações sobre o banco .

Desde 2024 , a PF passou a acompanhar de perto a instituição e identificou indícios de que o Master teria criado artificialmente carteiras de crédito e registrado ativos de baixa ou até inexistente qualidade como se fossem sólidos , o que acabaria distorcendo a real situação financeira de o banco .

Em esse contexto , parte de as irregularidades envolvia a emissão de cerca de R$ 50 bilhões em Certificados de Depósito Bancário ( CDBs ) sem que houvesse recursos líquidos suficientes para garantir o pagamento de esses títulos em o futuro . As apurações também indicam operações suspeitas com créditos supostamente adquiridos de a empresa Tirreno .

Esses ativos teriam sido revendidos a o Banco de Brasília ( BRB ) por R$ 12,2 bilhões , sem a documentação necessária , justamente em o período em que se negociava a compra de o próprio Banco Master . Diante de isso , o Banco Central decidiu decretar a liquidação extrajudicial de o Master em novembro .

Com a medida , as atividades foram interrompidas de forma imediata , a diretoria foi afastada e o Fundo Garantidor de Créditos ( FGC ) foi acionado para indenizar correntistas e investidores , respeitando o limite legal de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ . Paralelamente , a Justiça determinou o bloqueio de os bens de os controladores e de ex-executivos de a instituição .

As investigações continuam em andamento para apurar eventuais responsabilidades em as esferas civil e criminal .


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