Representação em texto

A pandemia vai acabar em 2023? O que esperar da Covid e de outras doenças no próximo ano

IDTEJ_1098
LínguaPortuguês brasileiro
FonteG1
Linkhttps://g1.globo.com/saude/noticia/2022/12/31/a-pandemia-vai-acabar-em-2023-o-que-esperar-da-covid-e-de-outras-doencas-no-proximo-ano.ghtml
TítuloA pandemia vai acabar em 2023? O que esperar da Covid e de outras doenças no próximo ano
SubtítuloSegundo especialistas, a prioridade máxima é aumentar as coberturas vacinais. Para a Covid, novas variantes podem surgir e grupos mais vulneráveis devem se preparar para reforço com doses bivalentes.
Ano2022
CorpusTEJ
DomínioJornalístico
TemaSaúde
PropósitoNoticiar

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Autoridades de saúde temem que festas de fim de ano contribuam para o aumento de casos de Covid

O ano de 2023 pode ficar marcado como o ano de o fim de a pandemia de a Covid-19 , segundo projeção recente de um de os diretores de a própria Organização Mundial de a Saúde ( OMS ) . Mas isso não significa que o vírus deixará de existir . Por o contrário : tanto o Sars-Cov-2 como outros que em os " assombraram " em os últimos dois anos vão continuar em circulação . O grande desafio - e isso não vem de agora - é controlá los .

Vacinação , vigilância e conscientização são algumas formas de evitar surtos , hospitalizações e mortes por doenças provocadas por agentes infecciosos .

Segundo especialistas ouvidos por o g1 , em 2023 :

A prioridade máxima deve ser aumentar as coberturas vacinais , em queda por o menos 5 anos em o Brasil : assim se evita o avanço ou o retorno de doenças , como a poliomielite ; Não , a Covid-19 não vai desaparecer : a tendência é que surjam novas variantes cada vez mais transmissíveis , mas não necessariamente mais graves .

Imunossuprimidos e idosos devem receber doses de reforço de forma mais seguida , agora com as vacinas bivalentes ;

O Brasil deve se preparar para uma nova onda de Covid após as festas de fim de ano ; A tendência é de aumento significativo em a circulação e transmissão de vírus como a influenza e o vírus sincicial respiratório ( VSR ) , principalmente em o inverno ;

Isso aumenta ainda mais a importância de a tradicional campanha anual contra a gripe , que geralmente começa em meados de março e abril ;

Podem ocorrer surtos de dengue por conta de a previsão de chuvas em o verão : como não vacina disponível para todos , o controle passa por campanhas de conscientização de os governos e por o cuidado de a população ;

A vacina contra a mpox ( antes chamada de monkeypox ) , estando disponível , deve ter como público-alvo pessoas com HIV/Aids , que representam quase a totalidade de as mortes registradas por a doença em o Brasil em 2022 . Covid-19

O quarto ano de convivência com o coronavírus vai chegar com a certeza de que ele não irá sumir . Mas nem tudo está perdido : em 2023 , a Covid-19 pode deixar de ser uma emergência de saúde pública internacional , título dado em janeiro de 2020 por a Organização Mundial de a Saúde ( OMS ) . A possibilidade e os critérios ( para declarar o fim de a pandemia ) serão discutidos por o órgão em janeiro de 2023 , segundo confirmou o diretor-geral de a OMS , Tedros Adhanon , em 14 de dezembro . Em 2022 , uma criança de 6 meses a 5 anos morreu por Covid-19 por dia em o Brasil " O Sars-Cov-2 não vai desaparecer a curto e médio prazo , não vai eliminado , não vai ser erradicado .

Nós vamos conviver com ele por o menos de dois a cinco anos " , diz o infectologista Alexandre Naime Barbosa , vice-presidente de a Sociedade Brasileira de Infectologia ( SBI ) . possibilidade de um novo aumento em os casos de Covid em os primeiros 15 dias de janeiro por conta de as festas de fim de ano ; Por que essas ondas acontecem ? O vírus se adaptou e ficou mais transmissível . Em 2021 , por exemplo , surgiram as variantes gama e delta . em 2022 , veio a ômicron e sublinhagens , atualmente predominantes em o Brasil e responsáveis por um pico de transmissão desde outubro ;

Mas , junto com essas mutações , a vacinação contra a Covid avançou : em 2021 , com primeira e segunda doses , e em 2022 , com os reforços .

Isso muda tudo . " O ciclo que estamos vendo é que , a cada seis meses , surge um vírus muito mais transmissível que o anterior . Mas isso não significa que seja mais grave .

Agora mudamos o hospedeiro .

O hospedeiro , antes , não tinha resposta pronta para o vírus .

Agora nós temos indivíduos vacinados que tem anticorpos neutralizantes .

Então a doença tem menos impacto " , coloca o infectologista . O médico e professor Alexandre Zavascki , chefe de o serviço de infectologia de o Hospital Moinhos de Vento ( RS ) , afirma que , a cada variante nova , o vírus consegue ser mais transmissível e escapar de a proteção que a vacina contra a infecção . Teremos novas ondas em 2023 " , coloca Zavascki . Quanto a o agravamento de a doença , a vacina não perdeu efetividade .

Mas , a cada variante , a gente perde bastante em termos de proteção contra a infecção , diz . Por conta de essas adaptações naturais de o vírus , alguns grupos precisam ser vacinados com mais frequência para , de tempos em tempos , ganharem um reforço em os anticorpos . Em 2023 , tendência é que imunossuprimidos e idosos recebam reforços com as vacinas bivalentes - em o Brasil , a Anvisa aprovou dois imunizantes de a Pfizer que protegem contra a ômicron e suas subvariantes .

Outro desafio para controlar a Covid em 2023 é resgatar quem está com a dose de reforço atrasada ou ainda nem se vacinou e reforçar a imunização de bebês e crianças , que ainda caminha a passos lentos , segundo o médico infectologista Júlio Croda .

" Em os últimos seis meses , a gente parou de vacinar em o Brasil . O esquema vacinal que garante a proteção contra hospitalização e óbito é de três doses . E a gente tem 30 , 40 % de a população que não tomaram três doses de vacina . também uma baixa cobertura de quarta dose , menos de 40 % de a população acima de 40 anos , que é a que mais me preocupa " , afirma o médico .

Falando em vacina ... A queda em a cobertura vacinal em os imunizantes que fazem parte de o calendário básico de o Programa Nacional de Imunizações ( PNI ) é motivo de preocupação entre especialistas . São 20 vacinas disponíveis de graça em o Sistema Único de Saúde ( SUS ) , principalmente para crianças e adolescentes , que fornecem proteção para diferentes tipos de doenças . Mas a maioria não vem atingindo as metas elaboradas por o Ministério de a Saúde ; Qual o problema de isso ?

A possibilidade de retorno de doenças erradicadas , como a poliomielite ( paralisia infantil ) ; Em 2017 , a cobertura vacinal de a polio girava em torno de 70 e 80 % .

Em 2022 , essa margem caiu para 50 e 60 % , segundo dados de o PNI consultados em15 de dezembro . " A gente vai estar sob risco de ter qualquer retorno de essas doenças imunopreveníveis .

O Brasil é considerado o país é considerado de elevado risco para reintrodução de a poliomielite , justamente por conta de as baixas coberturas vacinais .

Quando isso ocorrer ?

Ninguém sabe .

Pode ser em o ano que vem , pode ser em o outro , se a gente mantiver as baixas coberturas " , explica Júlio Croda .

Menos gente com vacinação em dia abre caminho para surtos de vírus e bactérias , como aconteceu com o sarampo . O Brasil recebeu um certificado de eliminação de o vírus em 2016 , mas perdeu esse status em 2019 , após o retorno de os casos por o país . " Devido a o discurso antivacina de o governo federal em os últimos quatro anos , nós regredimos em o controle de inúmeras doenças . O retrocesso que nós tivemos em a área de a saúde foi imenso " , diz o infectologista Alexandre Naime Barbosa .

Vacina contra poliomielite : entenda os riscos de não imunizar crianças contra a doença Cobertura vacinal infantil é a menor em cinco anos em o Brasil

Pesquisadores investigam motivos para queda em a cobertura vacinal de crianças brasileiras Gripe Para 2023 , ainda não teremos acesso a uma vacina única para Covid + influenza , possibilidade que vem sendo estudada por laboratórios como o Instituto Butantan , fabricante de a vacina de a gripe usada em o SUS .

A vacina contra a gripe deve continuar a ser ofertada em a campanha promovida por o Ministério de a Saúde todos os anos em meados de março e abril ;

Além de reforçar os anticorpos de cada pessoa , a imunização em massa impede possíveis mutações de o vírus de a influenza , como aconteceu entre o final de 2021 e início de 2022 com a H3N2 ( variante darwin ) , responsável por aumento de casos de gripe em um período atípico .

" Em 2020 , nós ficamos sem gripe . Em 2021 , apareceu em o final de o ano com a H3N2 , e agora reapareceu com H1N1 . É uma doença que também vai precisar ser trabalhada a questão de informação por conta de o diagnóstico .

Os sintomas são muito parecidos com a Covid e a pessoa a as vezes testa para Covid , negativo , e não testa para influenza " , explica o infectologista Alexandre Zavascki .

Dengue

Desde a década de 1980 , o Brasil vive ciclos anuais com maior e menor intensidade em relação a a dengue .

2022 foi marcado por uma explosão de casos e recorde de mortes por a doença . E , de acordo com especialistas , como a previsão aponta para um verão chuvoso , a tendência é de que a dengue siga em alta até meados de abril de 2023 . Brasil vive explosão de casos de dengue em 2022 ; ano pode terminar com recorde de mortes por a doença Butantan registra resultados preliminares promissores de vacina contra dengue Esse avanço pode ser freado com políticas públicas para orientar e incentivar a a população a controlar o vetor de a doença , que é o mosquito Aedes aegypti infectado . " Para você controlar a dengue , você precisa controlar o vetor , que é o mosquito .

Para controlar o vetor , você precisa de a colaboração de a população e de ações públicas . As ações em os municípios foram bastante diminuídas por conta de a pandemia , como os ' fumacê ' e as visitas de os agentes de saúde e de endemias " , diz o médico Alexandre Naime Barbosa . Butantan registra resultados preliminares promissores de vacina contra dengue

Mpox Junto com a Covid e a poliomielite , a mpox hoje é a terceira emergência de saúde pública internacional em vigor , declarada por a OMS em desde julho de 2022 .


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