Representação em texto

Por que remédios contra a dor não surtem o mesmo efeito em algumas pessoas?

IDTEJ_0994
LínguaPortuguês brasileiro
FonteG1
Linkhttps://g1.globo.com/saude/noticia/2024/12/24/por-que-remedios-contra-a-dor-nao-surtem-o-mesmo-efeito-em-algumas-pessoas.ghtml
TítuloPor que remédios contra a dor não surtem o mesmo efeito em algumas pessoas?
SubtítuloResistência aos efeitos da morfina está relacionada a vários mecanismos neurobiológicos complexos.
Ano2024
CorpusTEJ
DomínioJornalístico
TemaSaúde
PropósitoNoticiar

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Os opioides são analgésicos potentes , usados para tratar dores pontuais ou crônicas . A equipe de o pesquisador francês Cyril Rivat , de o Instituto de Neurociências , em Montpellier , em o sul de a França , busca entender por que moléculas como a morfina pioram a dor de certos pacientes ou não fazem efeito .

Os estudos de o neurocientista francês são feitos em parceria com pesquisadores de o Inserm ( Instituto de Pesquisas Médicas de a França ) , CNRS ( Centro Nacional de Pesquisas Científicas ) e a empresa Biodol Therapeutics .

A startup , que tem um contrato de colaboração com a equipe francesa , visa criar um medicamento experimental contra esses efeitos adversos . Eles também estão presentes em as dores neuropáticas , que surgem após lesões em os nervos , medula ou cérebro .

A expectativa é que o futuro remédio , a o bloquear um receptor cerebral chamado FLT3 , possa controlar as reações indesejadas que decorrem de o uso de a morfina . Os testes clínicos de a fase 1 com humanos devem começar em 2025 em a França .

" A Biodol Therapeutics obteve um financiamento em 2024 para lançar a primeira fase de os testes clínicos com humanos . A inclusão de os participantes começou em dezembro , com voluntários " , explica o cientista francês .

De acordo com o especialista , " o primeiro objetivo é avaliar os possíveis efeitos tóxicos de um composto químico que terá como alvo o receptor FLT3 " . A primeira fase , diz Cyril Rivat , deve terminar em 2025 . " Se tudo correr bem , vamos organizar a fase 2 , que deverá analisar os efeitos de a substância em a dor neuropática crônica.

"

Mecanismos A resistência a os efeitos de a morfina está relacionada a vários mecanismos neurobiológicos complexos , que ainda estão sendo identificados por a Ciência e estão relacionados a o receptor cerebral onde age a morfina .

Estamos avançando , mas ainda questões em aberto , diz o cientista . Diversos estudos mostram que a estimulação frequente de o receptor FLT3 acaba diminuindo o efeito de a morfina , que fica restrita a a parte interna de a membrana cerebral .

Esse mecanismo altera sua função analgésica , que é eliminar a dor .

A morfina também pode , em alguns casos , provocar um aumento de a sensação dolorosa , como demonstrou um estudo recente de o pesquisador francês , publicado em a revista Nature Communications . Pode ser totalmente paradoxal , mas podemos explicar esse fenômeno de o ponto de vista neurobiológico .

Trata se de um mecanismo de adaptação de o organismo , que tenta se defender contra o uso de os opioides " , detalha .

O neurocientista francês lembra que nem todas as pessoas estão propensas a essas reações adversas . " A morfina continua sendo uma de as melhores moléculas que existem em o tratamento contra a dor .

usuários que se tornam dependentes químicos , como revela a crise de os opioides em os Estados Unidos , mas a molécula continua sendo uma referência e demonstra uma grande eficácia .

Dores neuropáticas

Em suas pesquisas sobre o tema , que tiveram início em 2018 , o cientista francês descobriu , em testes celulares em o laboratório e com animais , que esses dois efeitos após o uso de a morfina aumento de a dor e resistência a o efeito analgésico - também eram observados em os pacientes com dores neuropáticas . O cientista também constatou que , a o bloquear o receptor FLT3 , a morfina voltava a fazer efeito . Em os animais , o resultado foi ainda mais impressionante .

Conseguíamos bloquear a resistência , o aumento de a dor e melhorávamos os efeitos analgésicos de a morfina .

Os mecanismos de o receptor FLT3 em as dores neuropáticas também são alvo de uma colaboração entre o pesquisador francês e o cientista brasileiro Thiago Cunha , de a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto . " O professor Thiago Cunha também é um especialista de as dores neuropáticas , mas estuda as interações que chamamos de neuro-imunes , entre o sistema nervoso e o sistema imunológico " , explica . " O receptor FLT3 é ativado por um neuromediador produzido por as células imunitárias .

Estamos tentando entender melhor essa interação existente entre esse neuromediador e o receptor FLT3 " . Estalar os dedos e pescoço faz mal ?


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