46
mil
presos
deixaram
prisões
em
a
saidinha
de
Natal
em
2025
Mais
de
46
mil
presos
receberam
o
benefício
de
a
saidinha
de
Natal
em
2025
e
deixaram
os
presídios
para
passar
o
fim
de
ano
em
liberdade
.
O
número
representa
6,5
%
de
os
cerca
de
701
mil
presos
em
cadeias
por
o
país
,
seja
em
regime
fechado
,
semiaberto
ou
aberto
.
A
o
considerar
presos
em
outros
regimes
,
como
a
prisão
domiciliar
,
o
total
de
pessoas
presas
em
o
Brasil
chega
a
937
mil
,
segundo
o
Ministério
de
a
Justiça
e
Segurança
Pública
.
A
saidinha
em
datas
festivas
dura
sete
dias
,
mas
os
retornos
variam
de
estado
para
estado
.
Por
isso
,
apenas
em
janeiro
os
estados
poderão
informar
quantos
presos
não
retornaram
a
os
presídios
.
São
Paulo
tem
o
maior
número
de
presos
beneficiados
São
Paulo
é
o
estado
com
o
maior
número
de
presos
temporariamente
liberados
em
a
saidinha
.
A
o
todo
,
31,8
mil
pessoas
deixaram
as
unidades
prisionais
,
o
que
representa
15
%
de
a
população
carcerária
estadual
.
Em
2024
,
o
número
foi
semelhante
,
com
32,9
mil
presos
beneficiados
.
Em
outros
estados
,
os
números
absolutos
são
menores
,
mas
a
proporção
em
relação
a
o
total
de
presos
se
mantém
.
Em
o
Pará
,
2,4
mil
detentos
foram
liberados
,
o
equivalente
a
15
%
de
a
população
carcerária
.
Já
em
Santa
Catarina
,
2,1
mil
presos
receberam
o
benefício
,
o
que
representa
7
%
de
o
total
de
pessoas
encarceradas
em
o
estado
.
Não
há
saidinhas
em
os
seguintes
estados
:
Acre
,
Alagoas
,
Amazonas
,
Goiás
,
Paraíba
,
Pernambuco
e
Rio
Grande
de
o
Norte
.
Não
informaram
os
números
de
quantos
presos
foram
liberados
:
Minas
Gerais
,
Mato
Grosso
e
Rio
Grande
de
o
Sul
.
O
Congresso
não
acabou
com
as
saidinhas
?
Sim
.
Em
maio
de
2024
,
o
Congresso
Nacional
aprovou
o
fim
de
as
saidinhas
para
visitas
a
a
família
ou
atividades
de
ressocialização
.
Por
a
nova
lei
,
o
benefício
ficou
restrito
apenas
a
presos
que
saem
para
estudar
,
como
ensino
médio
,
superior
,
supletivo
ou
cursos
profissionalizantes
.
Em
o
entanto
,
de
acordo
com
o
artigo
5º
de
a
Constituição
Federal
,
uma
lei
penal
mais
grave
não
pode
ser
aplicada
a
crimes
cometidos
antes
de
a
nova
lei
entrar
em
vigor
.
"
E
por
conta
de
isso
se
entende
que
os
regimes
de
cumprimento
de
pena
e
os
benefícios
de
a
execução
de
a
pena
também
se
submetem
a
este
princípio
que
a
lei
penal
mais
grave
não
se
aplica
a
crimes
ocorridos
antes
de
o
início
de
vigência
de
a
lei
"
,
explicou
Gustavo
Badaró
,
advogado
e
professor
de
processo
penal
de
a
Faculdade
de
Direito
de
a
USP
.
Com
isso
,
a
proibição
de
as
saidinhas
só
vale
para
presos
que
cometeram
o
crime
,
foram
condenados
e
começaram
a
cumprir
pena
após
a
nova
lei
.
"
Dificilmente
hoje
nós
temos
alguém
que
já
está
condenado
em
definitivo
e
cumprindo
pena
por
um
crime
que
cometeu
depois
de
a
mudança
de
a
lei
que
proibiu
a
saidinha
.