Representação em texto

Brasil elege para 2025-2028 o menor número de partidos em 16 anos

IDTEJ_0846
LínguaPortuguês brasileiro
FonteG1
Linkhttps://g1.globo.com/politica/eleicoes/2024/eleicao-em-numeros/noticia/2025/01/01/brasil-elege-para-2025-2028-o-menor-numero-de-partidos-em-16-anos.ghtml
TítuloBrasil elege para 2025-2028 o menor número de partidos em 16 anos
SubtítuloVinte cinco partidos elegeram alguém em 2024, quatro a menos que em 2020. Para especialista, enxugamento decorre do fim das coligações para eleições proporcionais, que permitiam que votos em um partido ajudasse candidatos de outro.
Ano2025
CorpusTEJ
DomínioJornalístico
TemaPolítica
PropósitoNoticiar

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O Brasil elegeu em 2024 o menor número de partidos em 16 anos : os quase 63 mil vereadores e prefeitos eleitos em outubro para o mandato 2025–2028 pertencem a 25 partidos , quatro a menos que os 29 de 2020 e oito a menos que o recorde de 33 registrado em 2016 .

O levantamento realizado por o g1 considerou os dados publicados e atualizados por o Tribunal Superior Eleitoral em o dia 30 de dezembro de 2024 .

A redução é explicada por o desaparecimento de seis partidos em os últimos quatro anos :

O DEM e o PSL se fundiram para formar o União Brasil ; o Patriota e o PTB , o PRD . O Pros foi incorporado a o Solidariedade , e o PSC , a o Podemos .

Esse foi o maior enxugamento em o número de partidos de o país desde a redemocratização e é resultado de mudanças em as regras eleitorais que têm por objetivo justamente reduzir o número de legendas em o cenário político ( leia mais abaixo ) .

Essas reformas haviam tido impacto em 2020 , quando o número de partidos com candidatos eleitos caiu para 29 , ante os 33 de 2016 . Em esse intervalo , ocorreu o segundo maior enxugamento de a história , com a extinção de três partidos ( o PRP foi incorporado a o Patriota ; o PPL , a o PCdoB ; e o PHS , a o Podemos ) .

Diminuição ocorre devido a o fim de as coligações partidárias

Fernando Meireles , professor adjunto de Ciência Política de o IESP-UERJ , afirma que o fim de as coligações partidárias para as eleições proporcionais em vigor desde 2020 , junto a outras reformas políticas , é um de os principais fatores por trás de o cenário político cada vez mais enxuto em o país .

As coligações partidárias permitem que os partidos se unam durante o período eleitoral para concorrer a os cargos em disputa .

Até 2020 , as coligações partidárias eram permitidas também para os cargos proporcionais ( vereadores e deputados ) . Isso fazia com que votos dados a um partido ajudassem a eleger candidatos de outros partidos .

O fim de essas coligações impede que partidos menores se unam a legendas maiores para se manterem em o cenário eleitoral .

" Em o início , a mudança foi tolerável para algumas legendas , mas agora está se tornando insuportável . Quem não se adaptou a a mudança e não fez boas escolhas está ficando para trás e vendo seus adversários ganharem mais força " , afirma Meireles .

E unir se a outras legendas não foi suficiente para garantir um melhor desempenho em 2024 . Os dois partidos que surgiram de fusões União Brasil ( -1 % ) e PRD ( -57 % ) elegeram menos candidatos que a soma de os eleitos em 2020 por as legendas que os formaram . O mesmo aconteceu com Solidariedade ( -742 % ) e Podemos ( -25 % ) , que incorporaram , respectivamente , o Pros e o PSC .

Segundo Meireles , isso ocorre porque as fusões envolveram partidos pequenos , resultando em pouco ou nenhum ganho político expressivo após a mudança .

Outros partidos também tiveram redução em o número de eleitos em 2024 . A queda mais expressiva foi a de o Cidadania ( -73 % ) , que se uniu a o PSDB em uma federação ( que permite que dois ou mais partidos atuem como se fossem um por , em o mínimo , quatro anos ) . O PSDB também apresentou queda ( -34 % ) .

O PCdoB ( -51 % ) e o PV ( -42 % ) , que se federaram com o PT , também tiveram redução em o número de eleitos .

O que deve acontecer em o futuro ?

A tendência é que a redução de partidos continue , segundo Meireles , caso não ocorra uma mudança significativa em as regras eleitorais especialmente em relação a as coligações .

Além de as eleições municipais , a redução deve impactar também as estaduais e a nacional , que ocorrerão em 2026 . " Mais prefeituras significam mais eleitos para a Câmara de os Deputados " , explica Meireles .

Essas , por sua vez , devem impactar as eleições municipais seguintes , que o tempo de TV e o tamanho de o Fundo Partidário de cada legenda dependem de o número de deputados federais eleitos de aqui a dois anos .

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