A
ministra
Cármen
Lúcia
,
de
o
Supremo
Tribunal
Federal
(
STF
)
,
determinou
que
o
presidente
Jair
Bolsonaro
e
o
ministro
de
a
Saúde
,
Marcelo
Queiroga
,
prestem
informações
em
5
dias
sobre
a
consulta
pública
para
a
vacinação
de
crianças
de
5
a
11
anos
contra
a
Covid
.
A
ideia
de
a
consulta
pública
partiu
de
o
governo
e
é
contestada
em
o
STF
em
uma
ação
de
a
Confederação
Nacional
de
os
Trabalhadores
Metalúrgicos
.
Além
de
pedir
a
anulação
de
a
consulta
,
a
confederação
também
quer
que
o
STF
determine
a
a
União
que
a
vacinação
de
esse
grupo
passe
a
ser
obrigatória
,
e
que
a
faixa
etária
seja
incluída
com
urgência
em
o
Plano
Nacional
de
Imunizações
de
o
Ministério
de
a
Saúde
.
Secretários
de
Educação
pedem
a
o
governo
vacinação
imediata
de
crianças
contra
Covid
A
Agência
Nacional
de
Vigilância
Sanitária
(
Anvisa
)
já
liberou
a
vacina
para
crianças
e
atestou
que
é
segura
.
Para
especialistas
,
a
vacinação
de
esse
grupo
é
essencial
não
só
para
conter
a
pandemia
,
mas
para
proteger
as
crianças
diante
de
o
surgimento
de
novas
variantes
.
A
adoção
de
a
consulta
pública
não
foi
bem
vista
por
técnicos
e
cientistas
de
a
área
,
que
viram
em
a
atitude
mais
uma
ação
de
Bolsonaro
contra
as
vacinas
.
Cármen
Lúcia
ministra
estabeleceu
ainda
que
a
ação
vai
ser
analisada
diretamente
por
o
plenário
-
em
a
prática
,
não
deverá
haver
uma
decisão
individual
sobre
o
caso
.
Em
o
despacho
,
a
ministra
afirmou
que
as
declarações
apresentadas
em
a
ação
sobre
a
consulta
e
a
postura
de
o
governo
em
relação
a
a
vacinação
de
crianças
contra
a
Covid
apontam
para
um
quadro
de
“
inegável
gravidade
”
.
“
O
quadro
descrito
em
a
peça
inicial
é
de
inegável
gravidade
com
evidente
risco
de
dano
a
a
saúde
e
a
a
vida
de
crianças
e
adolescentes
e
de
toda
a
população
,
em
este
cenário
ainda
presente
de
enfrentamento
a
a
pandemia
de
o
coronavírus
"
,
escreveu
Cármen
Lúcia
.
"
A
seriedade
e
urgência
de
medidas
eficientes
em
o
combate
a
a
pandemia
de
o
Covid-19
fez
se
mais
saliente
com
detecção
de
novas
variantes
”
,
completou
.
Vacinação
de
crianças
contra
Covid
pode
começar
em
janeiro
após
consulta
pública
,
diz
ministério
Por
fim
,
a
ministra
escreveu
que
omissões
diante
de
medidas
que
garantem
o
direito
a
a
saúde
de
toda
a
sociedade
podem
gerar
"
efeitos
gravosos
"
.
“
Mas
é
certo
que
o
que
se
busca
e
se
deseja
é
que
não
se
pague
com
vidas
humanas
ou
comprometimento
de
a
integridade
de
as
pessoas
o
descaso
ou
desacerto
comprovado
e
previsível
de
decisões
estatais
”
,
concluiu
a
ministra
.