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Chuvas e ações amenizam crise hídrica, mas 2022 ainda requer 'atenção', dizem governo e ONS

IDTEJ_0501
LínguaPortuguês brasileiro
FonteG1
Linkhttps://g1.globo.com/economia/crise-da-agua/noticia/2021/12/27/chuvas-e-acoes-amenizam-crise-hidrica-mas-2022-ainda-requer-atencao-dizem-governo-e-ons.ghtml
TítuloChuvas e ações amenizam crise hídrica, mas 2022 ainda requer 'atenção', dizem governo e ONS
SubtítuloMaior incerteza recai sobre a estação chuvosa do próximo ano. Acionamento de térmicas e regras flexíveis de nível mínimo das hidrelétricas devem ser mantidos para garantir fornecimento.
Ano2021
CorpusTEJ
DomínioJornalístico
TemaEconomia
PropósitoNoticiar

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A melhora de o nível de os reservatórios de as usinas hidrelétricas em os últimos meses , com a volta de as chuvas , não deve ser suficiente para garantir um 2022 livre de preocupações em o setor elétrico .

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Em a avaliação de o Ministério de Minas e Energia e de o Operador Nacional de o Sistema Elétrico ( ONS ) , os próximos 12 meses continuarão demandando atenção e a manutenção de medidas excepcionais para garantir o fornecimento de energia .

A despeito de a melhoria de as condições de atendimento eletroenergético , tanto para 2021 quanto as perspectivas para 2022 , permanece a situação de atenção e o Comitê de Monitoramento de o Setor Elétrico ( CMSE ) mantém o trabalho de acompanhamento permanente , diz o ministério em nota .

Todas as ações tomadas são respaldadas por estudos prospectivos elaborados por o Operador Nacional de o Sistema Elétrico e por o acompanhamento de as demais medidas excepcionais em curso , que são fundamentais para a garantia de a segurança de o atendimento a o Sistema Interligado Nacional , especialmente , para 2022 , completa .

Para o diretor-geral de o ONS , Luiz Carlos Ciocchi , a maior incerteza para o próximo ano recai sobre a estação chuvosa . As chuvas começaram em o tempo previsto , em outubro , e as afluências ( quantidade de água que chega a as usinas hidrelétricas ) estão em a média histórica , mas incerteza sobre o volume de chuva até abril , quando começa o período seco .

A estação chuvosa de as bacias [ hidrográficas ] situadas em o subsistema Sudeste/Centro-Oeste constitui o período de maior incerteza de previsão , tendo em vista a grande variabilidade observada em o histórico para a precipitação em essa região , tanto em volume como em a distribuição espacial , explica Ciocchi .

Por essa razão , diz o diretor , o ano de 2022 permanecerá demandando atenção e manutenção de algumas de as medidas emergenciais adotadas em este ano .

Essa recuperação [ de os reservatórios ] irá depender não de a configuração de um período chuvoso relativamente bom , mas de a avaliação de a manutenção de algumas flexibilizações , além de a utilização de [ usinas ] térmicas , o que em os permite estocar água , diz o diretor-geral de o ONS .

Como ponto positivo , destaca , a previsão de entrada de 15 gigawatts de energia de novas usinas valor que corresponde a 8 % de a capacidade instalada de o país e de 16 mil quilômetros de novas linhas de transmissão o equivalente a 10 % de a capacidade instalada .

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Termelétricas seguirão ligadas

Para o diretor de o Centro Brasileiro de Infraestrutura ( CBIE ) , Adriano Pires , as usinas termelétricas têm que continuar ligadas para garantir o fornecimento de energia em o próximo ano . Elas são mais caras e mais poluentes que as hidrelétricas .

Se o governo não quiser ter emoções maiores em 2022 , as térmicas não podem ser desligadas nem agora , em o período chuvoso , defende .

Apesar de em abril entrar em funcionamento as usinas [ hidrelétricas ] de Belo Monte , Jirau e Santo Antônio , é mais seguro deixar , em o mínimo , oito giga , dez gigawatts de térmicas operando para encher os reservatórios . O que vai dar para fazer é desligar as térmicas mais caras , de R$ 2 mil o megawatt/ hora , diz o especialista em o setor elétrico .

O governo limitou o acionamento de usinas termelétricas em dezembro a , em o máximo , 15 mil megawatts ( MW ) médios , incluindo eventual importação de energia de o Uruguai e Argentina . O objetivo é reduzir o custo de geração de energia .

Até então , não havia limite e o operador de o sistema podia acionar a quantidade necessária para garantir o fornecimento de energia a o país .

Em agosto e setembro , por exemplo , o país gerou 19 mil MW médios de energia térmica valores recordes para a série histórica , de acordo com o ONS .

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Melhora de as condições

Os reservatórios de as usinas hidrelétricas de o subsistema Sudeste/ Centro-Oeste -- considerado a " caixa d' água " de o setor elétrico terminaram novembro com volume de 19,7 % , de acordo com dados de o ONS .

Os números são melhores que os de novembro de 2020 , quando o nível observado foi de 17,7 % . São , também , superiores a a previsão feita em junho de este ano , quando o ONS esperava fechar novembro com 10,3 % de a capacidade . Se confirmada , essa previsão seria o pior nível em 20 anos .

Um conjunto de ações e fatores climáticos e econômicos levaram a a recuperação parcial de os reservatórios , segundo o diretor de o Centro Brasileiro de Infraestrutura ( CBIE ) Adriano Pires :

acionamento de todas as usinas térmicas disponíveis ; importação de energia de a Argentina e de o Uruguai ; flexibilização de as restrições hidráulicas , para estocar mais água em os reservatórios ; flexibilização de os sistemas de segurança de as linhas de transmissão , o que permitiu a transferência de mais energia de o Nordeste para o Sudeste/ Centro-Oeste e Sul ; início de a estação chuvosa em outubro e dentro de a média histórica ; temperaturas amenas em o segundo semestre , o que se evitou picos de energias ; e economia cresceu menos de o que se imaginava em o início de 2021 .

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Apesar de a melhora , Pires diz que o nível de os reservatórios não é tranquilizador e que o Brasil precisará de anos para chegar a uma recuperação integral .

" Terminar o ano em nível de 20 % não é um número que tranquiliza , então , em 2022 , a gente vai continuar tendo emoções em o setor elétrico . Temos que esperar pra ver como vai ser essa chuva em o período úmido para saber se começamos o período seco , em abril , com níveis adequados [ de armazenamento , diz o especialista .

Para Pires , é fundamental que os reservatórios de o subsistema Sudeste / Centro-Oeste estejam em por o menos 30 % em abril para não trazer riscos de fornecimento de energia .

O ONS projeta que os reservatórios de o subsistema Sudeste / Centro-Oeste chegarão a o final de o período úmido ( março / abril ) com 30,7 % de armazenamento , para o cenário baseado em as chuvas de o biênio 2020/2021 ; e com 43,8 % de armazenamento em o cenário baseado em as chuvas de o biênio 2017/2018 .


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