Representação em texto

Americanas, 123 Milhas, Starbucks: as empresas que entraram em recuperação judicial ou faliram em 2023

IDTEJ_0441
LínguaPortuguês brasileiro
FonteG1
Linkhttps://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2023/12/29/americanas-123-milhas-starbucks-as-empresas-que-entraram-em-recuperacao-judicial-ou-faliram-em-2023.ghtml
TítuloAmericanas, 123 Milhas, Starbucks: as empresas que entraram em recuperação judicial ou faliram em 2023
SubtítuloAté o terceiro trimestre, 3.872 companhias estavam em recuperação judicial no Brasil; relembre os casos marcantes do ano.
Ano2023
CorpusTEJ
DomínioJornalístico
TemaEconomia
PropósitoNoticiar

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O anúncio de um rombo bilionário em as contas de a Americanas pegou todo mundo de surpresa logo em o começo de o ano , mas foi apenas um prenúncio de que 2023 seria repleto de pedidos de recuperação judicial e falências de grandes nomes corporativos de o país .

Como mostrou reportagem de o g1 , eram 3.872 as companhias em recuperação judicial em o Brasil até o terceiro trimestre de este ano , segundo dados de a RGF Consultoria . Além de a Americanas , também estão em a lista grandes nomes como Light , Grupo Petrópolis , 123 Milhas e Grupo M5 ( dona de a marca de roupas M.Officer ) . Outras , como a Livraria Saraiva e a Livraria Cultura , tiveram falência decretada por a Justiça , sendo que a segunda conseguiu uma decisão para paralisar o processo . Relembre , a seguir , os principais casos de recuperação judicial e falência de 2023 .

Americanas

A lista começa por o caso mais emblemático .

A gigante varejista Americanas informou um rombo contábil bilionário em o dia 11 de janeiro .

Em aquele momento , a companhia disse que havia identificado " inconsistências em lançamentos contábeis " em os balanços corporativos em o valor de quase R$ 20 bilhões . Sergio Rial , então presidente de a empresa , decidiu deixar o comando de o negócio e os investidores pessoa física e institucionais iniciaram uma corrida para se desfazer de os papéis . Isso fez com que as ações de a companhia despencassem quase 80 % em um único dia , e a fuga continuou em os pregões seguintes .

Em o dia 19 de janeiro , a Americanas pediu a recuperação judicial em a Justiça de o Rio de Janeiro e teve suas ações retiradas de a B3 . A primeira versão de o plano de recuperação foi apresentada em março , mas a empresa teve um plano aprovado em o último dia 19 de dezembro , exatamente 11 meses depois .

A dívida final apresentada em o plano foi de R$ 50 bilhões e o processo de recuperação envolverá um aporte de R$ 12 bilhões de os " acionistas de referências o trio de bilionários Jorge Paulo Lemann , Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles e a venda de ativos , inicialmente o Hortifruti Natural de a Terra e a Uni.Co ( empresa de franquias de as marcas Imaginarium e Puket ) .

PONTO A PONTO : Entenda o plano de recuperação judicial é aprovado em Assembleia de Credores ENTENDA O CASO : Americanas desaba em a bolsa após descoberta de rombo de R$ 20 bilhões CRONOLOGIA :

Veja a cronologia de o caso , de as ' inconsistências contábeis ' a a recuperação judicial

Número de empresas em recuperação judicial sobe em o país

Oi

Apenas poucos meses depois de a Americanas , a operadora de telefonia móvel Oi entrou com um novo pedido de recuperação judicial em de março .

A empresa era velha conhecida de essa realidade : a segunda recuperação começou alguns meses após a conclusão de outro processo semelhante , que levou seis anos para ser concluído .

Em o primeiro processo , a Oi vendeu uma série de ativos , com destaque para suas operações de telefonia móvel para as rivais Telefônica Brasil , TIM e Claro . O plano de recuperação de a empresa foi aceito por o seu Conselho de Administração em 19 de maio . Com isso , a dívida de dezenas de bilhões de reais de o grupo foi suspensa mais uma vez .

O processo também suspendeu a penhora de a bens ou mandados de busca e apreensão contra a companhia por parte de seus credores .

Depois de 6 anos em recuperação judicial , Oi faz novo pedido para se proteger de credores Conselho de Administração de a Oi aprova novo plano de recuperação judicial

Grupo Petrópolis

O Grupo Petrópolis , dono de as cervejarias Itaipava e Petra , entrou com o pedido de recuperação judicial em 27 de março , com uma dívida estimada em R$ 5,6 bilhões . O plano de recuperação correu rápido e foi aceito em setembro por os credores , com aprovação de 96,4 % de os votantes .

O grupo tinha uma lista de mais de 5 mil credores .

Segundo a empresa , a razão para sua dívida foi uma grande queda em o consumo de as bebidas produzidas por as suas marcas . Em nota , a companhia disse que "31,2 milhões de hectolitros de bebida [ foram ] vendidos em o ano de 2020 .

[ Já] , em os anos de 2021 e 2022 , o volume caiu para 26,4 e 24,1 milhões de hectolitros , respectivamente " , uma redução de 15,4 % e 22,7 % , respectivamente .

ENTENDA : Credores aprovam plano de recuperação de o Grupo Petrópolis , empresa responsável por as cervejas Itaipava e Petra

Light Em 12 de maio , outro grande nome entrou com um pedido de recuperação judicial . De essa vez foi a Light S.A. , controladora de o Grupo Light , fornecedora de energia elétrica de o Rio de Janeiro , que fez o pedido a a Justiça em caráter de urgência , com uma dívida de R$ 11 bilhões , alegando que " os desafios oriundos de a atual situação econômico-financeira " se agravavam . A principal fonte de o problema financeiro de a Light é a sua subsidiária de distribuição de energia .

Embora seja o segmento mais relevante de a empresa , também é a área mais desafiadora , que a companhia sofre , cada vez mais , com os furtos de luz em o Rio de Janeiro , o que reduz a arrecadação e gera prejuízos financeiros . Em setembro , circularam boatos de que a companhia havia desistido de a recuperação judicial , mas a Light mantém o processo e , em o começo de outubro , pediu a a Justiça uma extensão de 180 dias de o prazo de a suspensão de as ações de execuções que impede a cobrança de dívidas por parte de os credores para que a empresa possa manter suas operações .

A primeira assembleia de credores para discutir um plano de recuperação judicial deve acontecer em março de 2024 .

ENTENDA O CASO : Light entra com pedido de recuperação judicial de R$ 11 bilhões

Grupo M5

Sucesso em os anos 1990 e 2000 , o Grupo M5 , dono de a marca de roupas M. Officer , teve o pedido de recuperação judicial aceito por a Justiça de São Paulo em 6 de setembro , com uma dívida estimada em R$ 53,6 milhões .

Em a decisão , a juíza de o caso , Maria Rita Rabello Pinho Dias , aceitou o pedido ressaltando que a crise enfrentada por a companhia tem como principais motivos : a concorrência desequilibrada com as gigantes varejistas asiáticas ; as consequências econômicas trazidas por a pandemia de covid-19 , período em que a M.

Officer alega ter perdido 91 % de o seu volume de vendas ; a grande inadimplência de os consumidores .

O escritório TWK Advogados , que representa a M5 em o processo , destaca que a empresa gera cerca de 130 empregos diretos e outras centenas de empregos indiretos , justificando a importância de a recuperação .

ENTENDA O CASO : Justiça aceita pedido de recuperação judicial de a dona de a M. Officer ; o que acontece agora ?

123 Milhas Depois de suspender os pacotes e a emissão de passagens de sua linha promocional em agosto , a agência de viagens 123

Milhas entrou com um pedido de recuperação judicial em 29 de agosto , alegando que fatores internos e externos " impuseram um aumento considerável de seus passivos em os últimos anos " .

A empresa disse que os resultados esperados com seu pacote promocional não foram atingidos , a o mesmo tempo em que os preços de as passagens aéreas subiram muito em o pós-pandemia .

O pedido foi aceito e , em setembro , suspenso de forma provisória após um pedido de o Banco de o Brasil , um de os principais credores de a companhia .

A Justiça de Minhas , em o entanto , determinou a retomada de a recuperação em 16 de dezembro . Caso 123 Milhas : entenda o que aconteceu e por que a empresa pediu recuperação judicial Justiça de Minas Gerais determina retomada de recuperação judicial de a 123 Milhas

SouthRock

A gestora SouthRock , empresa responsável por as operações de o Starbucks e Eataly em o Brasil , pediu recuperação judicial em 31 de outubro , alegando uma dívida de R$ 1,8 bilhão .

Segundo informações de a companhia , o pedido de recuperação acontece por conta de o baixo grau de confiança e alta instabilidade em o Brasil , além de a volatilidade de a Selic , taxa básica de juros e constantes variações cambiais .

Essas questões , diz a SouthRock , " desequilibram o mercado e atingem fortemente o empreendedor brasileiro " .

A companhia também culpou a crise econômica trazida por a pandemia de covid-19 . O pedido foi aceito por a Justiça em 12 de dezembro .

Starbucks vai fechar ?

Entenda crise de a marca em o Brasil

Controladora de a Starbucks e Eataly entra com pedido de recuperação judicial Justiça aceita pedido de recuperação judicial de a SouthRock , operadora de a Starbucks em o Brasil

Livraria Saraiva

A Livraria Saraiva teve falência decretada por a Justiça de São Paulo . O pedido foi feito por a própria empresa dentro de o processo de recuperação judicial , em razão de dívida de R$ 675 milhões .

Em a decisão , o juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho reconheceu o " descumprimento de o plano de recuperação judicial e determinou a suspensão de ações e execuções contra a falida e a apresentação de a relação de credores " .

A empresa estava em recuperação judicial desde 2018 , depois de não conseguir renegociar dívidas com fornecedores . Uma referência de o mercado editorial , com lojas enormes e catálogo variado , a Saraiva tentou , como último recurso , manter o funcionamento apenas em o e-commerce e demitir todos os funcionários de a operação presencial .

Em a mesma semana em que a empresa revelou o fechamento de todas as suas lojas físicas , seu presidente e vice renunciaram a os cargos . Em a semana seguinte , o pedido de autofalência foi protocolado .

Livraria Cultura

A Justiça de São Paulo decretou a falência de a Livraria Cultura em fevereiro . A decisão foi tomada mais de quatro anos após a Vara de Falências e Recuperações Judiciais de o Foro Central Cível aceitar o pedido de recuperação judicial de a companhia .

Em a época , a livraria alegava estar em crise econômico-financeira . O pedido de recuperação havia informado dívidas de R$ 285,4 milhões a maior parte com fornecedores e bancos .

Em o dia 16 , a empresa conseguiu uma liminar para ter seu processo de falência suspenso , pedindo revisão de a quebra de o processo de recuperação . Em maio , depois de a avaliação , a Cultura voltou a ter sua falência decretada por a Justiça de São Paulo , e as lojas chegaram a fechar .

Em o fim de junho , a empresa conseguiu novamente uma liminar para suspender sua falência , de esta vez em o Superior Tribunal de Justiça ( STJ ) . Em a decisão , o ministro Raul Araújo determinou que sejam retomadas as obrigações de o plano de recuperação judicial de a empresa , que foi aprovado por a assembleia geral de credores e homologado por a Justiça em 2018 .

" A falência de a agravante , diante de o global inadimplemento de o plano de recuperação , tem como objetivo proteger o mercado e a sociedade , assim como fomentar o empreendedorismo e socializar as perdas provocadas por o risco empresarial " , disse o juiz em a decisão .


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