Representação em texto

Mesmo com constantes prejuízos, Correios registram aumento de receitas com encomendas e mensagens

IDTEJ_0346
LínguaPortuguês brasileiro
FonteG1
Linkhttps://g1.globo.com/economia/noticia/2025/12/30/mesmo-com-constantes-prejuizos-correios-registram-aumento-de-receitas-com-encomendas-e-mensagens.ghtml
TítuloMesmo com constantes prejuízos, Correios registram aumento de receitas com encomendas e mensagens
SubtítuloValor acumulado, registrado até setembro de 2025, é o maior desde 2022. Mesmo assim, empresa teve prejuízo de R$ 6 bilhões.
Ano2025
CorpusTEJ
DomínioJornalístico
TemaEconomia
PropósitoNoticiar

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Correios apresentam plano de reestruturação e anunciam eventual necessidade de mais R$ 8 bi em 2026

Apesar de a crise financeira vivida em os últimos 12 trimestres , os Correios voltaram a registrar aumento , mesmo que tímido , em as receitas com encomendas e mensagens . O valor é o maior desde 2022 .

De acordo com as demonstrações financeiras de o trimestre , que trazem a posição de a empresa em 30 de setembro , os Correios registraram receita de R$ 7,2 bilhões com encomendas e R$ 3,6 bilhões com mensagens .

Em novembro , a empresa anunciou o resultado de o trimestre de 2025 onde apresentou um prejuízo de R$ 6 bilhões . Em 2024 , o prejuízo em o mesmo período tinha sido de R$ 2,1 bilhões .

As postagens internacionais que eram responsáveis por mais de 20 % de as receitas de os Correios registraram uma queda de quase R$ 2 bilhões em relação a 2024 , alcançando R$ 1,1 bilhão .

Analisando os produtos comercializados por os Correios , o maior aumento entre 2023 e 2025 ficou com aqueles em que a empresa classifica como " outros " , que incluem serviços de logística , marketing , malote , conveniência , venda de chip para celulares , entre outros .

Juntos , esses produtos tiveram um aumento de 13,8 % , R$ 117 milhões . Entretanto , sua receita representa apenas 7,5 % de o total e o impacto é pouco sentido em a conta final .

as encomendas , que são o principal produto comercializado por a empresa , também tiveram um aumento , R$ 107 milhões , mas seu impacto foi de apenas 1,5 % em o comparativo com 2023 .

Por fim , os serviços de mensagens tiveram um aumento de 1,7 % ( R$ 58 milhões ) .

Redução de o total de a receita

Mesmo com o crescimento tímido registrado em os principais produtos comercializados , a receita total de a empresa sofreu uma forte redução em função de o programa " Remessa Conforme " , criado por o Ministério de a Fazenda em 2023 .

O governo passou a cobrar imposto de importação de 20 % sobre compras internacionais de até US$ 50 , que até então estavam isentas para empresas . A medida ficou conhecida como " taxa de as blusinhas " .

Com a criação de o programa , a legislação brasileira passou a permitir que empresas de transportes façam o frete por o Brasil de mercadorias internacionais , deixando de ser obrigatória a distribuição de as encomendas junto a os Correios , como era feito até então .

E isso gerou um impacto significativo em as receitas de os Correios . De acordo com os dados apresentados em as demonstrações financeiras , houve uma redução de R$ 2,2 bilhões entre o acumulado até setembro de 2023 e 2025 . O que representa 66 % de o que havia sido arrecadado em o ano de a implantação de o programa .

De acordo com um levantamento de os Correios apresentado durante coletiva de imprensa de esta segunda-feira ( 29 ) , os Correios perderam espaço em o mercado de encomendas entre 2019 e 2025 . Saindo de 51 % em o primeiro ano de o governo Bolsonaro para 22 % atualmente .

" O monopólio de cartas em centros urbanos ou em locais que geravam rentabilidade passou a não ser suficiente para financiar as comunicações físicas que estão ligadas a universalização de o serviço postal em locais remotos ou locais que são originalmente deficitários " , afirmou o presidente de a empresa , Emmanoel Rondon .

Busca por recursos

Também durante a coletiva de esta segunda , o presidente de os Correios afirmou que a empresa ainda vai buscar mais R$ 8 bilhões para manutenção de as operações , como parte de o plano de reestruturação para os próximos anos .

Segundo o presidente de a companhia , a captação de os recursos poderá se dar por meio de aportes de verbas públicas de o Tesouro Nacional ou através de um novo empréstimo . Rondon afirmou que a melhor forma de obtenção de esses recursos está em análise e ainda será definida .

Em a semana passada , a empresa contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras bancárias , para quitar dívidas e aliviar o caixa .

A ideia inicial de a estatal era a tomada de um empréstimo de R$ 20 bilhões , que não foi autorizado por o Tesouro Nacional em função de a alta taxa de juros que havia sido proposta .

" O plano de reestruturação foi concebido com uma necessidade declarada de captação de recursos de a ordem de R$ 20 bilhões . Então , a gente fez uma primeira rodada com bancos , recebemos oferta de os R$ 20 bilhões , mas a uma taxa que a gente entendeu que estava mais elevada " , afirmou Rondon .

Plano de reestruturação

O plano de reestruturação de a empresa prevê corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal , venda de imóveis e o fechamento de mil agências atualmente os Correios têm cerca de 5 mil unidades .

A companhia vai implementar um Programa de Demissão Voluntária ( PDV ) e espera , em até 2 anos , reduzir em 15 mil o número total de funcionários , o que representaria um corte de 18 % em a folha de pagamentos .

O PDV é um pacote de incentivos oferecido por uma empresa para que seus funcionários peçam demissão por vontade própria . Diferente de uma demissão comum , o PDV funciona como um acordo . Para a empresa , é uma forma de reduzir custos ou reestruturar o quadro de funcionários sem o impacto negativo de demissões em massa .

Emmanoel Rondon , que afirmou que o modelo econômico-financeiro de os Correios deixou de ser " viável " . O plano de reestruturação elaborado tem o objetivo de reverter os 12 trimestres seguidos de prejuízos .

A proposta detalhada em esta segunda visa recuperar as contas de a empresa em 2026 para que possa voltar a ter lucro a partir de 2027 .

Para isso , os Correios esperam :

redução em R$ 2,1 bilhões em os custos com pessoal ; vender R$ 1,5 bilhão em imóveis não operacionais ; redução de mil pontos de venda deficitários ; reformulação de o plano de saúde para reduzir o custo em R$ 500 milhões anuais .

Aumento de receitas

A empresa também deve buscar novas estratégias para conseguir alavancar as receitas . A expectativa é chegar a R$ 21 bilhões em 2027 .

Em 2024 , os Correios fecharam o ano com uma receita total de R$ 18,9 bilhões , contra R$ 19,2 bilhões em 2023 e R$ 19,8 bilhões em 2022 .

A empresa ainda pretende investir R$ 4,4 bilhões entre 2027 e 2030 , com um empréstimo junto a o Novo Banco de Desenvolvimento de o Brics , presidido por Dilma Rousseff .


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